Atuação multiprofissional do enfermeiro residente em saúde mental na Atenção Básica: relato de experiência

alane renali ramos toscano de brito, Lenilma Bento de Araújo Meneses, Valéria Leite Soares, Roberta Claúdia dos Santos Rocha, Jordane Reis de Meneses, Andrea Fernanda Ramos de Paula

Resumo


O artigo relata a experiência vivenciada na Atenção Básica, enquanto Enfermeira integrante da segunda turma de Residência Multiprofissional em Saúde Mental (RESMEN) do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), destacando o trabalho em equipe multiprofissional. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo qualitativo, caracterizado como relato de experiência. A Unidade Básica de Saúde, enquanto dispositivo de cuidado que compõe a Rede de Atenção Psicossocial, se mostrou um espaço favorecedor para a atuação da Residência Multiprofissional em Saúde Mental, entre as ações multiprofissionais desenvolvidas pela enfermeira residente destacam-se a realização de salas de espera, participação nas reuniões de equipe, construção de Projeto terapêutico Singular, acompanhamento domiciliar, interconsultas e a criação de um grupo de saúde mental para as mulheres. O trabalho multiprofissional realizado permitiu a interação entre os residentes, proporcionando um grande aprendizado ao fazer coletivo, aumentando o respeito e o conhecimento entre as profissões, permitiu desenvolver habilidades necessárias para promover a experiência da integralidade da atenção à saúde mental e o trabalho em equipe.

Palavras-chave: Atenção Básica de Saúde; Educação de Pós Graduação; Equipe Multiprofissional.


Texto completo:

PORTUGUÊS

Referências


Melo, AMC. Apontamentos sobre o processo da Reforma Psiquiátrica no Brasil. Cad. Bras. Saude Mental [Internet]. 2012 dez [citado 03 jun 2018]; 4(9): 84-95. Disponível em: http://incubadora.periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/2127/2920.

Amarante, P. Psiquiatria social e reforma psiquiátrica. Fio Cruz: Rio de Janeiro; 2002.

Oliveira FB, Junior JFL, Silva AO, Silva JCC, Guedes HKA, Pereira JS. Reconstruindo novos paradigmas do cuidado em saúde mental na estratégia de saúde da família. Rev. enferm UFPE [Internet]. 2014 abr [citado 12 jun 2018]; 8(4): 919- 926. Disponível em: http://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/9761/9887.

Ministério da Saúde (BR). Portaria n. 3.088, de 23 de dezembro de 2011. Institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília; 2011.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Cadernos de Atenção Básica, nº 34. Brasília: Ministério da Saúde; 2013.

Salles MM, Barros S. Exclusão/inclusão social de usuários de um centro de atenção psicossocial na vida cotidiana. Texto Contexto Enferm [Internet]. 2013 Set [citado em 03 jun 2018]; 22(3): 704- 712. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-07072013000300017&script=sci_abstract&tlng=pt.

Tambasco LP, Silva HS, Pinheiro KMK, Gutierrez BAO. A satisfação no trabalho da equipe multiprofissional que atua na Atenção Primária à Saúde. Saúde Debate [Internet]. 2017 Jun [citado 10 jun 2018]; 41(2). Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-11042017000600140&script=sci_abstract&tlng=pt.

Demarco EA. Formação multiprofissional como tecnologia para qualificar a Atenção Primária à Saúde no SUS: avaliação de um programa de residência [dissertação]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2011.

Reis FV, Brito JR, Santos JN. Educação em saúde na sala de espera – relato de experiência. Rev Med Minas Gerais. 2014; 24(supl 1): 32-36.

Limeira MEO, Henrique MS, Barbosa AS, Queiroga VE, Cavalcanti FRR. Sala de espera como ferramenta para Educação em Saúde na Atenção Básica. Rev. Bras. Ciências da Saude. 2014; 18 (supl 1): 59-62.

Pereira SS, Cézar JGS, Reisdorfer E, Cardoso L. Visita domiciliar aos pacientes portadores de transtorno mental: ampliando as opções terapêuticas possíveis em um serviço ambulatorial. Saúde Transform. Soc. [Internet]. 2014 [citado 21 jun 2018]; 5(1). Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S217870852014000100014.

Fortuna CM, Mishima SM, Matumoto S, Pereira MJB. O trabalho de equipe no programa de saúde da família: reflexões a partir de conceitos do processo grupal e de grupos operativos. Rev. Latino-Am. Enferm. [Internet]. 2005 Abr [citado 23 jun 2018]; 13(2). Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692005000200020.

Santos EOS, Coimbra VCC, Kantorski LP, Pinho LB, Andrade APM, Eslabão AB. Reunião de equipe: proposta de organização do processo de trabalho. Rev. Fundam. Care [Internet]. 2017 set [citado 24 jun 2018]; 9(3). Disponível em: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/5564.

Sampaio J, Santos GC, Agostini M, Salvador AS. Limites e possibilidades das rodas de conversa no cuidado em saúde: uma experiência com jovens pernambucanos. Interface. 2014; 18(2).

Ministério da Saúde (BR). Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Secretaria de Estado da Casa Civil do Rio de Janeiro. . Guia da Pessoa Idosa: dicas e direitos. Rio de Janeiro, 2ª edição. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.

Cabral JR, Alencar DL, Vieira JCM, Cabral LR, Ramos VP, Vasconcelos EMR. Oficinas de educação em saúde com idosos: uma estratégia de promoção da qualidade de vida. Rev. Enf. Dig. Cuid. Prom. Saúde [Internet] 2015 [citado 23 jun 2018]; 1(2). Disponível em: http://www.redcps.com.br/detalhes/13.

Ministério da Saúde(BR). Cartilha do Ministério da Saúde: clínica ampliada, técnico de referência e projeto terapêutico singular. 2ª ed. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Brasília: Ministério da Saúde, 2007.

Pereira SO, Andrade RDS, Medeiros SC, Couto VBM, Caldas NM, Moreira CS et al. Construção de um Projeto Terapêutico Singular durante visita domiciliar: Relato de Experiência. Cid. em ação: Rev. Ext. Cult. [internet] 2015 [citado em 26 jun 2018]; 9(1). Disponível em: http://www.revistas.udesc.br/index.php/cidadaniaemacao/article/view/619.

Bortagarai FM, Peruzollo DL, Ambrós TMB, Souza APR. A interconsulta como dispositivo interdisciplinar em um grupo de intervenção precoce. Distúrb. Comum. 2015, 27(2): 392-400.

Silva NG, Oliveira AGB. Interconsulta psiquiátrica e unidades de internação psiquiátrica no Brasil: uma pesquisa bibliográfica. O Mundo da Saúde. 2010; 3(39): 507-514.




DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2018v4n4p%25p

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132018v4n4.2251g330

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Saúde em Redes foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II. Novidade 2019: a Saúde em Redes foi aprovada para indexação na Base LILACS.

Indexada no LatindexDiadorimDOAJ; COLECIONASUS