O Youtube contempla usuárias e profissionais de saúde? Uma revisão crítica de audiovisuais que abordam a incontinência urinária feminina

Izabella Sena Silveira, Ivana Patricia de Almeida Morais, Roberto Rodrigues Bandeira Tosta Maciel

Resumo


Objetivo: Analisar criticamente audiovisuais do youtube que abordam a temática da fisioterapia na incontinência urinária feminina no cenário educativo. Métodos: Foi realizada uma pesquisa no youtube, no período de 28/09/2018 à 13/10/2018, sendo utilizada a palavra-chave “fisioterapia na incontinência urinária feminina”. Os vídeos foram selecionados a partir de um filtro disponível pela plataforma do youtube. Vídeos em idiomas diferentes do português foram excluídos do estudo. Os vídeos relevantes com um número de visualizações inferiores a 1.000 foram excluídos do estudo. Os Vídeos foram analisados por dois avaliadores independentes, e um terceiro avaliador analisou a concordância entre os avaliadores através do índice kappa. Resultados: Foram analisados os 14 vídeos mais relevantes sobre a fisioterapia na incontinência urinária (IU) feminina no youtube. Os resultados indicaram uma carência de conteúdo a nível científico, sendo importante destacar a necessidade de audiovisuais educacionais abrangentes baseados em evidências científicas que abordem o diagnóstico e o tratamento fisioterapêutico da IU. Conclusão: Conclui-se que a análise crítica dos audiovisuais do youtube no cenário educativo sobre a abordagem da temática fisioterapia na IU feminina, sugere que o youtube tem o potencial de alcançar e informar seus usuários, no entanto, mostrou que para usuários da plataforma que buscam esse tipo de conhecimento, é necessário assistir uma quantidade grande de vídeos para que se possa obter uma informação mais completa acerca de como é a reabilitação fisioterapêutica na IU feminina, obtendo assim uma maior compreensão acerca desta disfunção.


Palavras-chave


Fisioterapia; Incontinência Urinária; Telemedicina; Educação em Saúde; Internet

Texto completo:

PORTUGUÊS

Referências


Glissoi SFN, Girelli P. Importância da fisioterapia na conscientização e aprendizagem da contração da musculatura do assoalho pélvico em mulheres com incontinência urinária. ‎Rev. Soc. Bras. Clín. Méd. 2011; 9(6):408-413.

Rett MT, Wardini EB, Santana JM, Mendonça ACR, Alves AT, Saleme CS. Female urinary incontinence: quality of life comparison on reproductive age and postmenopausal period. Fisioter. Mov. 2016; 29(1):71 – 78.

Castro RA, et. al. Fisioterapia e incontinência urinária de esforço: revisão e análise crítica. Rev Femina. 2008; 36(12):737-742.

Beuttenmuller L, Cader SA, Macena RHM, Araújo NS, Nunes EFC, Dantas EHM. Contração muscular do assoalho pélvico de mulheres com incontinência urinária de esforço submetidas a exercícios e eletroterapia: um estudo randomizado. Fisioter. Pesqui. 2011;18(3):210-216.

Pereira VS, Escobar AC, Driusso P. Effects of physical therapy in older women with urinary incontinence: a systematic review. Rev Bras Fisioter 2012;16(6): 463–8.

Bertoldi JT, Ghisleri AQ, Piccinini BM. Fisioterapia na incontinência urinária de esforço: revisão de literatura. Cinergis, 2014; 15(4).

Barroso JVC; Ramos JGL; Sanches P; Muller A. Estimulação elétrica transvaginal no tratamento da incontinência urinária. Revista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 22 (3): 18 – 21, 2002.

Sand PK, Richardson DA, Staskin DR, Swift SE, Appell RA, Whitmore KE et al. Pelvic floor electrical stimulation in the treatment of genuine stress incontinence: a multicenter, placebo-controlled trial. Am J Obstet Gynecol 1995; 173: 72-9.

Fitz FF, Resende AP, Stupp L, Sartori MG, Girao MJ, Castro RA: Biofeedback for the treatment of female pelvic floor muscle dysfunction: a systematic review and meta-analysis. Int Urogynecol J. 2012, 23: 1495-1516. 10.1007/s00192-012-1707-1

Souza JG, Ferreira VR, Oliveira RJ, Cestari CE. Avaliação da força muscular do assoalho pélvico em idosas com incontinência urinária. Fisioter. Mov. 2011; 24(1):39-46.

Harrison D, Wilding J, Bowman A, Fuller A, Nicholls SG, Pound CM1, Reszel J, Sampson M. Using youtube to Disseminate Effective Vaccination Pain Treatment for Babies. PLoS ONE, 2016; 11(10):e0164123.

Gonzalez AE, et al. Popular on youtube: A critical appraisal of the educational quality of information regarding asthma. Allergy Asthma Proc. 2015;36(6):121-126.

Stellefson M, et. al. youtube as a source of COPD patient education: A social media content analysis. Chron Respir Dis. 2014;11(2):61-71.

Tang, W., Hu, J., Zhang, H., Wu, P., & He, H. (2015). Kappa coefficient: a popular measure of rater agreement. Shanghai archives of psychiatry, 27(1), 62-7.

Oliveira M, Ferreira M, Azevedo MJ, Machado JF, Santos PC. Pelvic floor muscle training protocol for stress urinary incontinence in women: A systematic review. ‎Rev. Soc. Bras. Clín. Méd. 2017; 63(7):642-650.

Camm CF, Sunderland N, Camm AJ. A quality assessment of cardiac auscultation material on youtube. Clin Cardiol. 2013;36(2):77-81.

Macleod MG, et al. youtube as an information source for femoroacetabular impingement: a systematic review of vídeo content. Arthroscopy. 2015 ;31(1):136-42.

Tulgar S, Onur S, Serifsoy TE, Senturk O, Ozer Z. youtube como fonte de informação de raquianestesia, anestesia peridural e anestesia combinada raquiperidural. Rev Bras Anestesiol. 2017;67(5):493-499.

Oriá MOB, Dodou HD, Chaves AFL, Santos LMDA, Ximenes LB, Vasconcelos CTM. Effectiveness of educational interventions conducted by telephone to promote breastfeeding: a systematic review of the literature. Rev Esc Enferm USP. 2018;52:e03333.

Fernandes ICF, Siqueira KM, Barbosa MA. Avaliação de vídeos sobre a técnica inalatória na asma infantil: educativos ou midiáticos? Rev. Eletr. Enf. 2018;20:v20a09.




DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2020v6n1p%25p

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132020v6n1.2320g499

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Saúde em Redes foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II. Novidade 2019: a Saúde em Redes foi aprovada para indexação na Base LILACS.

Indexada no LatindexDiadorimDOAJ; COLECIONASUS