Promoção à saúde em um aglomerado urbano subnormal assistido por equipes da Estratégia Saúde da Família: Relato de experiência

Autores

  • Silvia Pereira da Silva de Carvalho Melo Instituto Aggeu Magalhães; Fundação Oswaldo Cruz, IAM/FIOCRUZ
  • Adagmar Letânia da Silva UNIMED. Recife-PE
  • Maria Andressa Gomes Barbosa Instituto Aggeu Magalhães; Fundação Oswaldo Cruz. IAM/FIOCRUZ. Recife-PE.
  • Rachel de Sá Barreto Luna Callou Cruz Universidade Regional do Cariri/URCA.
  • Maria Nelly Sobreira de Carvalho Barreto Fundação Oswaldo Cruz, IAM/FIOCRUZ. Recife-PE.
  • Isabelle Cristina da Silva Santos Britto Instituto Aggeu Magalhães; Fundação Oswaldo Cruz. Recife-PE
  • Juliana Alves da Silva Fundação Chesf de Assistência e Seguridade Social, Recife-PE.
  • Anete Rissin Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira – IMIP. Recife - PE

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2021v7n2p123-131

Resumo

Objetivou-se descrever a experiência de atividades de promoção à saúde desenvolvidas com um grupo de usuários de uma Unidade de Saúde da Família (USF) residentes num aglomerado urbano subnormal em Recife, Pernambuco. Os encontros do grupo foram conduzidos por uma equipe multiprofissional de residentes em parceria com profissionais da equipe da Estratégia Saúde da Família. A frequência foi mensal e ocorreu entre dezembro de 2013 e dezembro de 2014. Houve uma média de 20 integrantes por reunião, a maioria era do sexo feminino (96%) e com idade média de ±44,6 anos, entre as temáticas abordadas destacou-se: a alimentação saudável, a prática de atividade física e o manejo do estresse. A referida vivência evidenciou que as intervenções grupais contribuem para o fortalecimento dos vínculos entre profissionais de saúde e usuários, repercutindo positivamente na saúde da população assistida. Ressalta-se a necessidade de reproduzir tal experiência em outras USF, especialmente em comunidades carentes, como os aglomerados urbanos subnormais, tendo em vista que essas populações tente a ter maus hábitos alimentares e está mais vulneráveis ao processo de adoecimento. 

Biografia do Autor

Silvia Pereira da Silva de Carvalho Melo, Instituto Aggeu Magalhães; Fundação Oswaldo Cruz, IAM/FIOCRUZ

Nutricionista. Mestre e doutoranda em Saúde Pública. Departamento de Saúde coletiva.

Adagmar Letânia da Silva, UNIMED. Recife-PE

Especialista em Saúde da Família - Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira – IMIP. Fonoaudiologa da UNIMED. Recife-PE.

Maria Andressa Gomes Barbosa, Instituto Aggeu Magalhães; Fundação Oswaldo Cruz. IAM/FIOCRUZ. Recife-PE.

Mestre em saúde pública e Membro do grupo de pesquisa do Instituto Aggeu Magalhães; Fundação Oswaldo Cruz. IAM/FIOCRUZ. Departamento saúde coletiva.

Rachel de Sá Barreto Luna Callou Cruz, Universidade Regional do Cariri/URCA.

Doutora em Saúde materno Infantil - Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira – IMIP. Universidade Regional do Cariri/URCA. Departamento de enfermagem.

Maria Nelly Sobreira de Carvalho Barreto, Fundação Oswaldo Cruz, IAM/FIOCRUZ. Recife-PE.

Doutora em Saúde Pública  e Membro do grupo de pesquisa do Instituto Aggeu Magalhães; Fundação Oswaldo Cruz. IAM/FIOCRUZ. Departamento saúde coletiva.

Isabelle Cristina da Silva Santos Britto, Instituto Aggeu Magalhães; Fundação Oswaldo Cruz. Recife-PE

Mestre em Saúde Pública - Instituto Aggeu Magalhães; Fundação Oswaldo Cruz. IAM/FIOCRUZ.

Juliana Alves da Silva, Fundação Chesf de Assistência e Seguridade Social, Recife-PE.

Especialista em Saúde da Família - Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira – IMIP. Assistente social da Fundação Chesf de Assistência e Seguridade Social. Departamento de assitência social.

Anete Rissin, Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira – IMIP. Recife - PE

Doutora em Saúde materno Infantil - Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira – IMIP. Departamento de pesquisa em nutrição

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Publicado

2021-12-01