O Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica do Hospital Sofia Feldman sob a perspectiva dos residentes: potencialidades e desafios

Danúbia Mariane Barbosa Jardim, Juliana Xavier Viana, Renata Lacerda Prata Rocha, Gabriela Maciel dos Reis

Resumo


Objetivo: Compreender no olhar de enfermeiras residentes do programa de enfermagem obstétrica as potencialidades e desafios vivenciados no cotidiano da residência. Métodos: Trata-se de um estudo secundário, descritivo, com abordagem qualitativa. A amostra foi composta por 14 enfermeiras residentes do segundo ano do Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica do NN. A amostra total era de 19 concluintes. A coleta dedados se deu através de entrevista gravada em áudio com roteiro semi estruturado. A análise dos dados ocorreu segundo análise de conteúdo proposta por Bardin. Obedeceu-se a Resolução nº 466/12 e obteve aprovação no Comitê de Ética. Resultados: A pesquisa apresentou resultados positivos no que diz respeito ao processo de residência na visão das enfermeiras onde foi ressaltada a importância da prática diária para efetivação do conhecimento teórico. Desafios foram apresentados tais como a dificuldade de relacionamento interpessoal principalmente com a preceptoria e a carga horária extensa de atividades. Considerações Finais: A escolha da modalidade residência para a obtenção da especialização em enfermagem obstétrica se dá principalmente pela oportunidade de vivência teórico-prática, mas essa modalidade traz desafios por sua extensa carga horária que gera sobrecarga física e psicológica, além das dificuldades de relacionamento interpessoal.


Palavras-chave


Enfermagem Obstétrica; Internato e Residência; Educação em Enfermagem; Preceptoria.

Texto completo:

PORTUGUÊS

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DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2021v7n3p52-67

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132021v7n3.3341g765

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A revista Saúde em Redes (ISSN 2446-4813) foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II. A Saúde em Redes é indexada na Base LILACS.

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