POR QUE ELAS NÃO USAM?:UM ESTUDO SOBRE A NÃO ADESÃO DAS ADOLESCENTES AOS METODOS CONTRACEPTIVOS E SUAS REPERCUSSÕES

Autores

  • Maria Regina Bernardo da Silva UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO RJ/ SMS RJ
  • Leandro Andrade da Silva Universidade Castelo Branco RJ
  • Halene Cristina Armada Maturana DOCENTE DE SAUDE COLETIVA E SAUDE DA MULHER GERENTE E UNIDADE BASICA DE SAUDE SMS/RJ
  • Raquel Bernardo da Silva ENFERMEIRA E RESPONSAVEL TECNICA UNIDADE DE SAUDE DO MUNICIPIO DO RIO DE JANEIRO
  • Marcia Esequiel dos Santos ACADEMICA DE ENFERMAGEM 10º PERIODO UCB/RJ
  • Valdise Figueiredo Filho Enfermeira Universidade Castelo Branco RJ

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2015v1n4p75-83

Palavras-chave:

Adolescente, Métodos Contraceptivos, Gravidez, Enfermeiro

Resumo

A Organização Mundial da Saúde (OMS), define adolescência como uma etapa intermediária do desenvolvimento humano, entre a infância e a fase adulta, que ocorre entre os 10 e 19 anos de idade. Objetivo: Compreender o que leva as adolescentes a gravidez não planejada. Métodos: Trata-se de uma pesquisa qualitativa exploratória do tipo pesquisa de campo. A coleta de informações foi realizada com 13 gestantes adolescentes menores de 19 anos. Vale lembrar que a pesquisa foi realizada dentro das normas do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), CNS n.º 466/12, sob nº CAAE 41371015.3.0000.5279. Resultados: As adolescentes entrevistadas são gestantes, pardas, solteiras, tem baixa escolaridade, moram com os pais e vivem com apenas 1 salário mínimo. Tiveram sua menarca entre 12 e 14 anos, com relação ao início da atividade sexual, 76,92% iniciaram entre 13 e 15 anos de idade, 46,15% relataram usar camisinha de vez em quando, 38,46% relataram ter recebido orientação sexual através dos amigos, todas estavam fazendo pré-natal, sendo que 61,53% deram início no 1º trimestre de gestação e 61,53% tinham parceiro fixo. Apresentam conhecimento superficial acerca da utilização dos métodos contraceptivos, utilizam pouco ou quase nenhum método, informam efeitos colaterais, objeção do parceiro no uso da camisinha e banalização do uso dos métodos contraceptivos para prevenir gravidez e DST’s. Conclusão: As adolescentes sabem da existência dos métodos, mas isso não é suficiente para que o comportamento de risco cesse, elas não conhecem o próprio corpo e ignoram a possibilidade de engravidar ou contrair uma doença.

Biografia do Autor

Leandro Andrade da Silva, Universidade Castelo Branco RJ

DOCENTE DE SAUDE COLETIVA E SAUDE MENTAL

Halene Cristina Armada Maturana, DOCENTE DE SAUDE COLETIVA E SAUDE DA MULHER GERENTE E UNIDADE BASICA DE SAUDE SMS/RJ

SAUDE COLETIVA E SAUDE DA MULHER

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Publicado

2016-01-28

Edição

Seção

Artigos Originais