A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES HIPERTENSOS

Deise Silva Suzano, Monique Cristine Silva de Almeida, Lilian Dias Bernardo Massa, Mira Wengert

Resumo


Objetivo: Avaliar a qualidade de vida dos pacientes hipertensos, que realizam tratamento na Clínica da Família Olímpia Esteves. Metodologia: O trabalho foi realizado em etapas: captação, entrevista e aplicação de instrumento para a avaliação da qualidade de vida, o Formulário Abreviado de Avaliação em Saúde, SF-36. Resultados: O SF-36 é um instrumento para mensurar aspectos multidimensionais da saúde, englobando 8 domínios: capacidade funcional, aspecto físico, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspecto social, aspecto emocional e saúde mental. Foram avaliados 34 pacientes: 85,29% mulheres; 14,71% homens; 61,32% com mais de 60 anos; 35,29% sofreram acidente vascular cerebral e 29,41% têm diabetes. A média dos domínios do SF-36 com menor valor obtido foram dor (36,9), limitação por aspecto físico (48,4), limitação por aspecto emocional (49,9) e capacidade funcional (53,8). Verificou-se que pacientes com comorbidades associadas apresentam maior prejuízo na qualidade de vida. Conclusão: Este estudo aponta que pacientes hipertensos sofrem a influência de diversas limitações nas atividades de vida diária, podendo acarretar prejuízos significativos nos domínios de aspectos mentais. Portanto, a ampliação do cuidado na rede de atenção básica, pode ser uma estratégia para melhoria da qualidade de vida do paciente hipertenso.


Palavras-chave


Hipertensão; Qualidade de vida; SF-36

Texto completo:

PDF

Referências


Brasil. Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção de Saúde. Vigitel Brasil 2012: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico [Documento na Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2013. Disponível em: . Acesso em: 14 dez 2014.

Brito DMS, Araújo TL, Galvão MT, Moreira MT, Lopes MV. Qualidade de vida e percepção da doença entre portadores de hipertensão arterial. Cad Saúde Pública [Periódico na Internet]. Abril de 2008; 24(4):933-940. Disponível em: . Acesso em: 11 nov 2014.

Cesarino CB, et al. Prevalência e fatores sócio demográficos em hipertensos de São José do Rio Preto - SP. Arq Bras Cardiol [periódico na Internet]. 2008; 91(1): 31-35. Disponível em: . Acesso em: 14 nov 2014.

Brasil. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022 [documento na Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2011. Disponível em: . Acesso em: 14 jan 2015.

Brasil. Caderno de atenção básica 37. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial sistêmica [documento na Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2013. Disponível em: . Acesso em: 11 nov 2014.

Carvalho MV, Siqueira L, Souza AL, Jardim PCBV. A influência da hipertensão arterial na qualidade de vida. Arq Bras Cardiol [periódico na Internet]. 2013; 100(2):164-174. Disponível em: . Acesso em: 11 nov 2014.

Fleck MPA. O instrumento de avaliação de qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL-100): características e perspectivas. Ciênc Saúde Coletiva [periódico na Internet]. 2000; 5(1):33-38. Disponível em: . Acesso em: 12 npv 2014.

Minayo MCS, Hartz ZMA, Buss PM. Qualidade de vida e saúde: um debate necessário. Ciênc Saúde Coletiva [periódico na Internet]. 2000; 5(1):7-18. Disponível em: . Acesso em: 12 nov 2014.

Cavalcante MA, Bombig MTN, Filho BL, Carvalho ACC, Paola AAV, Póvoa R. Qualidade de vida de pacientes hipertensos em tratamento ambulatorial. Arq Bras Cardiol [periódico na Internet]. 2007; 89(4):245-250. Disponível em: . Acesso em: 12 nov 2014.

Ciconelli RM, Ferraz MB, Santos W, Meinão I, Quaresma MR. Tradução para o português e validação do questionário genérico de avaliação de qualidade de vida SF-36 (Brasil SF-36). Rev Bras Reumatol [periódico na Internet]. Mai/jun de 1999; 39(3):143-150. . Acesso em: 14 nov 2014.

Almeida ALM. Considerações sobre a avaliação da qualidade de vida em grupo de pacientes com Acidente Vascular Cerebral. Rev Neurocienc [periódico na Internet]. 2010; 18(2):147-149. Disponível em: . Acesso em: 11 nov 2014.

Anghinoni V. Importância da atenção farmacêutica na melhora da qualidade e vida de pacientes com síndrome metabólica em unidades básicas de saúde do município de Francisco Beltrão – PR. [Dissertação na Internet]; Florianópolis, 2011. Disponível em: . Acesso em: 14 nov 2014.

Ferreira PL. Criação da versão Portuguesa do MOS SF-36. Parte I – Adaptação cultural e lingüística. Acta Médica Portuguesa [periódico na Internet]. 2000; 13(1-2):55-66. Disponível em: . Acesso em: 14 nov 2014.

Lima VR, Baldissera VDA, Jaques AE. A vivência com a hipertensão arterial sistêmica e a utilização de estratégias de enfrentamento. Arq Ciênc Saúde UNIPAR [periódico na Internet]. Set/ Dez de 2011; 15(3):219-226. Disponível em: . Acesso em: 12 nov 2014.

Seidl EMF, Tróccoli BT, Zannon CMLC. Análise Fatorial de Uma Medida de Estratégias de Enfrentamento. Psicologia: Teoria e Pesquisa [periódico na Internet]. 2001; 17(3):225-234. Disponível em: . Acesso em: 15 jan 2015.

Zaitune MPA, Barros MBA, César CLG, Carandina L, Goldbaum M. Hipertensão arterial em idosos: prevalência, fatores associados e práticas de controle no Município de Campinas, São Paulo, Brasil. Cad Saúde Pública [periódico na Internet]. 2006; 22(2):285-294 Disponível em: . Acesso em: 12 nov 2014.

Malta DC, et al. Prevalência de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis em adultos: estudo transversal, Brasil 2011. Epidemiol Serv Saúde [periódico na Internet]. Jul/Set de 2013; 22(3):423-434. Disponível em: . Acesso em: 14 nov 2014.

Carvalho MAN, Silva IBS, Ramos SBP, Coelho LF, Gonçalves ID, Neto JAF. Qualidade de Vida de pacientes hipertensos e comparação entre dois instrumentos de medida de QVRS. Arq Bras Cardiol [periódico na Internet]. 2012; 98(5):442-451. Disponível em: . Acesso em: 11 nov 2014.

Silqueira SMF. O questionário genérico SF-36 como instrumento de mensuração da qualidade de vida relacionada à saúde de pacientes hipertensos. [Tese na Internet] 2005. Disponível em: . Acesso em: 13 jan 2015.

Rangel ESS, Belasco AGS, Diccini S. Qualidade de vida de pacientes com acidente vascular cerebral em reabilitação. Acta paul enferm [periódico na Internet]. 2013; 26(2):205-212. Disponível em: . Acesso em: 12 nov 2014.

Miranda LP, Gomes LMX, Prado PF, Barbosa TLA, Teles MAB. Qualidade de Vida de Idosos com Diabetes Mellitus Cadastrados na Estratégia Saúde da Família. Rev Min Educ Física [periódico na Internet]. 2010; 5(ed.esp.):125-135. Disponível em: . Acesso em: 13 jan 2015.

Gusmao JL, Pierin AMG. Instrumento de avaliação da qualidade de vida para hipertensos de Bulpitt e Fletcher. Rev Esc Enferm USP [periódico na Internet]. 2009; 43:1034-1043. Disponível em: . Acesso em: 11 nov 2014.

Scalzo PL, Souza ES, Moreira AGO, Vieira DAF. Qualidade de vida em pacientes com Acidente Vascular Cerebral: clínica de fisioterapia Puc Minas Betim. Rev Neurociênc [periódico na Internet]. 2010; 18(2):139-144. Disponível em: . Acesso em: 14 nov 2014.




DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2016v2n1p53-63

DOI (PDF): https://doi.org/10.18310/2446-48132016v2n1.660g80

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Saúde em Redes foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II. Novidade 2019: a Saúde em Redes foi aprovada para indexação na Base LILACS.

Indexada no LatindexDiadorimDOAJ; COLECIONASUS