BURNOUT E FATORES ASSOCIADOS EM DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

Rosimar Souza Borges, Iarani Galucio Lauxen

Resumo


As Universidades, nas últimas décadas, têm vivenciado problemas de recursos e condições precárias de trabalho. A partir dos anos 90, se institucionalizou uma nova forma de gestão administrativa e acadêmica que acabou impactando nos processos de trabalho e no adoecimento dos docentes do nível superior, em particular. Este artigo tem por objetivo apresentar os índices de Burnout em docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ em 2014, e investigar a correlação entre ela e características demográficas, laborais e condições de saúde e lazer. Foram entrevistados 155 docentes das áreas da saúde, exatas e humanas. Utilizou-se um instrumento auto aplicado composto por variáveis demográficas, laborais e pela escala Maslach Burnout Inventory (MBI). Os resultados apontaram que a dimensão da exaustão emocional foi a que mais apresentou fatores associados e que as mulheres mais jovens foram as mais vulneráveis nesta dimensão, evidenciando a sobrecarga de trabalho como fator de risco. Conclui-se, então, que a sobrecarga de trabalho tem funcionado como fator de risco na vida dos docentes da UFRJ, tornando-os vulneráveis ao desenvolvimento de Burnout, principalmente, no tocante a dimensão da exaustão emocional.


Palavras-chave


Professores; Síndrome de Burnout; Condições de trabalho

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DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2016v2n1p97-116

DOI (PDF): https://doi.org/10.18310/2446-48132016v2n1.669g83

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