FORMAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NA ABORDAGEM INTEGRAL DO CUIDADO EM SAÚDE COM BASE NA FUNCIONALIDADE HUMANA

Autores

  • Tânia Cristina Malezan Fleig Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC
  • Éboni Marília Reuter Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC
  • Miriam Beatris Froemming Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC
  • Lisiane Lisboa Carvalho Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2017v3n4p425-437

Palavras-chave:

Curso de Fisioterapia, Formação Profissional, Saúde Coletiva, Integralidade, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde.

Resumo

Objetivo: Reconhecer no processo de formação em Fisioterapia a abordagem para o cuidado em saúde com base na International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF). Métodos: Estudo observacional descritivo, com caráter transversal, de natureza qualiquantitativa. A coleta de dados no período de março à julho de 2016, durante os Estágios Supervisionados em Fisioterapia na Saúde Coletiva, na rede básica de serviços, em quatro Estratégias de Saúde da Família do município de Santa Cruz do Sul-RS. Foram identificadas as pessoas de acordo com a área: neurológica, musculoesquelética e cardiorrespiratória, sob o prisma da integralidade proposto pela ICF. As informações foram registradas em fichas próprias, instrumentos de avaliação funcional e testes específicos da fisioterapia. Os dados foram associados à ICF no linking com as categorias ICF. A análise por frequência absoluta. Resultados: 118 participantes, 74 do sexo feminino, sendo 61 idosos. Os atendimentos, em mais de 80% dos casos, foram em visitas domiciliares. Na associação entre os instrumentos e testes de avaliação funcional e a ICF foram identificados 19 domínios, sendo codificados em 34 categorias de segundo nível e 09 subcategorias de terceiro nível. Os participantes de acordo com a área de intervenção, na neurológica (n=26), na musculoesquelética (n=75) e na cardiorrespiratória (n=17). Conclusões: É possível reconhecer a abordagem para o cuidado em saúde, em três grandes áreas do conhecimento, orientada pela ICF, definido os componentes da saúde e alguns componentes do bem-estar relacionados com a saúde.

Biografia do Autor

Tânia Cristina Malezan Fleig, Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC

Fisioterapeuta, Mestre em Engenharia de Produção, Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC, e-mail: tfleig@unisc.br

Éboni Marília Reuter, Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC

Fisioterapeuta, Mestre em Promoção da Saúde, Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC, e-mail: ebonireuter@unisc.br

Miriam Beatris Froemming, Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC

Fisioterapeuta, Mestre em Engenharia de Produção, Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC, e-mail: miriamf@unisc.br

Lisiane Lisboa Carvalho, Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC

Fisioterapeuta, Mestre em Promoção da Saúde, Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC, e-mail: lisianecarvalho@unisc.br

Referências

Brasil. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução CNS/CES 4, de 19 de Fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Fisioterapia. Brasília (2002).

Brasil. Lei 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre a regulamentação dos estágios. Brasília (2008).

World Confederation for Physical Therapy. Policy statement: Direct access and patient/client self-referral to physical therapy. London, United Kingdom: World Confederation for Physical Therapy; 2017.

Souza MC, Almeida CR, Bomfim AS, Santos IF, Souza JN. Fisioterapia, cuidado e sua práxis no Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Espac. Saude - Rev. Saúde Pública Paraná 2015;16(2):67-76.

Maia FES, Moura ELR, Madeiros EC, Carvalho RRP, Silva SAL, Santos GR. A importância da inclusão do profissional fisioterapeuta na atenção básica de saúde. Rev. Fac. Ciênc. Méd. Sorocaba 2015;17(3):110-115.

Souza MC, Bomfim AS, Souza JN, Vilela ABA, Franco TB. Fisioterapia e núcleo de apoio à saúde da família: um estudo sob a ótica dos gestores, profissionais e usuários de saúde da família. Rev. APS 2014;37(2):176-184.

Ferreira OGL, Castro TTS, Santiago SF, Meló SFP, Melo ELA, Araújo VS. A presença do fisioterapeuta na puericultura no olhar dos profissionais de uma Unidade de Saúde da Família. Saúde (Santa Maria) 2015;41(2):63-70.

Organização Mundial da Saúde. Classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde. Lisboa: Direcção Geral da Saúde; 2004. 237p.

Goldim JR. Manual de iniciação à pesquisa em saúde. 2 ed. Porto Alegre: Dacasa; 2000.

Cieza A, Geyh S, Chatterji S, Kostanjsek N, Ustün B, Stucki G. ICF linking rules: An update based on lessons learned. J Rehabil Med. 2005;37(4):212-8.

World Health Organization. International Classification of functioning, disability and health: ICF. Geneva: World Health Organization; 2001.

Santana E. A classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde (CIF) em fisioterapia: uma revisão bibliográfica [dissertação]. [São Paulo]: Universidade de São Paulo; 2008. 117 p.

Finger ME, Cieza A, Stoll J, Stucki G, Huber EO. Identification of intervention categories for physical therapy, based on the international classification of functioning, disability and health: a Delphi exercise. Phys Ther. 2006;86(9):1203-1220.

Cieza A, Stucki G. The international classification of functioning disability and health: its development process and content validity. Eur J Phys Rehabil Med. 2008;44(3):303-313.

Downloads

Publicado

2018-03-18

Edição

Seção

Artigos Originais