CARGA PSÍQUICA DO TRABALHO E DISFUNÇÕES OSTEOMUSCULARES EM PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM

Autores

  • Ricardo da Silva Barreto Universidade federal de Santa Maria – UFSM. Autor
  • Gabriele Barrozo Dalcin Universidade federal de Santa Maria – UFSM. Autor
  • Jadir Camargo Lemos Universidade federal de Santa Maria – UFSM. Autor

Resumo

INTRODUÇÃO: As LER/DORT atingem um grande número de trabalhadores, de diversas categorias profissionais, configurando um problema disseminado e não específico. Na área da saúde, os profissionais de enfermagem desempenham, muitas vezes, movimentos repetitivos em seu cotidiano laboral, o que o torna penoso e árduo, acabando por provocar lesões físicas, muitas vezes irreversíveis (Rosa et al.,2008: Lemos, 2001). OBJETIVOS: O estudo teve como objetivo verificar a relação entre a carga psíquica e a dor referida pelos participantes da amostra; especificamente visa analisar a existência de disfunções osteomusculares nos profissionais de enfermagem de um hospital universitário. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de campo, descritivo e epidemiológico, com caráter transversal e quantitativo. Foram utilizados dois instrumentos; uma Escala de Avaliação de Carga Psíquica - EACP, e um Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares adaptado. RESULTADOS: Observou-se que a coluna vertebral é o segmento mais afetado entre os estudados, sendo a região cervical a mais atingida. Quanto à geração de carga psíquica, "responsabilidade no trabalho"; "necessidade de atenção permanente" e o "ritmo acelerado" implicam diretamente nos ajustes posturais. CONCLUSÃO: Os profissionais de enfermagem apresentam queixas quanto à existência de dor referida e a sua relação com a incidência de carga psíquica. Apresentam sintomas de desconfortos ocupacionais, o que pode estar relacionado à manutenção de posturas inadequadas e atividades repetitivas durante a jornada de trabalho.