Dinâmicas do ensino-aprendizagem na saúde para reengendrar a democracia e combater as desigualdades
DOI:
https://doi.org/10.18310/2446-4813.2021v7n1p05-12Resumen
Chegamos ao sétimo volume da revista Saúde em Redes, consolidando um trabalho editorial tecido por muitas mãos e que se entrelaça cada vez mais na pluralidade de perspectivas e autoras/es que compõem o campo da saúde coletiva, com ênfase especial nos temas do trabalho e do ensino na saúde. A diversidade das submissões que têm sido enviadas para a Revista Saúde em Redes, evidencia a capilarização do periódico nas diversas regiões do Brasil e em alguns países estrangeiros. Ao longo dos últimos seis anos, trabalhamos para qualificar o trabalho editorial, as estratégias de comunicação da revista e o alcance das publicações.
Ainda temos muito trabalho pela frente, mas é gratificante constatarmos o amadurecimento da revista, sobretudo em um cenário de enormes desafios que os periódicos científicos brasileiros têm enfrentado, com a escassez de financiamento e a fragilidade das políticas editoriais que pouco reconhecem e legitimam o trabalho dos periódicos nacionais. É gratificante também identificar o reconhecimento do trabalho, com a expansão das submissões e a diversificação de pessoas que produzem os manuscritos da revista.
Os impasses no estabelecimento de políticas de avaliação e as formas atuais de ranqueamento da produção científica nacional aprofundam a hierarquização entre periódicos, sobretudo se considerarmos o cenário internacional, que apresenta novos desafios. Temos visto periódicos bastante consolidados e bem avaliados sendo descontinuados, atrasando ou, até mesmo interrompendo a publicação. Nesse cenário de incertezas, a Saúde em Redes segue apostando em um trabalho editorial que investe cada vez mais na excelência e qualidade das publicações, intensificando o debate entre autoras/es e pareceristas, sem contudo, deixar de abrir espaço para autoras/es iniciantes e sustentar um fluxo editorial sem cobrança de taxas, e de acesso aberto. Um trabalho implicado que acredita na democratização e difusão científica como elemento fundamental para o exercício da cidadania e a transformação das relações de poder e saber entre academia, serviços e população.
Referencias
AVRITZER, L; KERCHE, F; MARONA, M. Retrocesso democrático e degradação política. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
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SEVCENKO, N. A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes. São Paulo: Editora UNESP, 2018.
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