O ensino da saúde e orgulho de lutar por equidade e justiça: acenos para uma democracia como construção cotidiana
DOI:
https://doi.org/10.18310/2446-4813.2021v7n2p05-13Resumen
Este editorial discute a determinação do Supremo Tribunal Federal de que o Ministério da Saúde adote medidas para garantir o respeito à identidade de gênero no acesso à saúde, tomada em 28 de junho deste ano. Para tal, contextualiza esta medida por meio de um pequeno histórico da relação entre o estado e as ações e políticas públicas voltadas para as pessoas LGBTQIA+, que atualmente está marcada por retrocessos e pressões políticas de grupos fundamentalistas. O texto apresenta o histórico de luta e avanços da população LGBTQIA+, suas relações com a saúde, e defende o enfrentamento dos preconceitos que ainda impedem a efetivação de direitos, convidando autoras/es a submeterem trabalhos relacionados a esta temática. Além disso, também é discutido o contexto de pandemia que impõe à população brasileira uma situação de aumento da precarização de direitos básicos e aumento da pobreza. Diante disso, intensificam-se os movimentos populares que promovem a organização comunitária e articulam o processo coletivo e democrático de vigilância popular em saúde. Em seguida, são apresentadas as publicações deste número, que traz dezoito artigos e duas resenhas, que versam sobre temas centrais para o ensino da saúde, tais como a Educação Permanente em Saúde, a interprofissionalidade, a participação popular e o controle social e as Redes de Atenção do SUS. Nestes trabalhos estão representados 13 estados, das cinco regiões do Brasil, com pesquisadoras/es vinculados a 25 instituições diferentes, entre universidades, institutos e serviços de saúde. Este perfil expressa a capilaridade da Revista Saúde em Redes no território brasileiro, bem como a presença de estudos gestados na interface entre instituições de ensino e pesquisa e serviços de saúde.
Referencias
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