Inovações na gestão de internações sensíveis à atenção primária: a percepção de gestores e trabalhadores de serviços envolvidos.

Edson Malvezzi, José Maurício de Oliveira

Resumo


O artigo tem por objetivo analisar o processo de implantação de sistema de gestão de Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária, segundo a percepção de gestores e trabalhadores dos serviços da atenção primária e unidade hospitalar envolvidos. Fruto de pesquisa de campo de matiz qualitativa, realizada no sistema público de saúde, utilizou de observação participante, entrevistas e construção de narrativa como instrumentos de coleta e análise. Os resultados demonstram a percepção de inovação em processos de saúde, a partir da construção coletiva, com valorização e compromisso dos participantes, da implementação de novas práticas de gestão e de construção de cuidado em rede.


Palavras-chave


Inovação; Atenção Primária; Hospitalização, Sistema de Saúde

Texto completo:

PORTUGUÊS

Referências


Santos NR. Política pública de saúde no Brasil: encruzilhada, buscas e 1. Santos NR. Política pública de saúde no Brasil: encruzilhada, buscas e escolhas de rumos. Ciênc. saúde coletiva. 2008; 13(supl.2):2009-18.

Paim J, Travassos C, Almeida C, Bahia L, Macinko J. The Brazilian health system: history, advances, and challenges. Lancet. 2011; 377(9779):11-3.

Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Belo Horizonte: Escola de Saúde Pública, 2009.

Brasil. Portaria GM/MS nº 4.279 de 30 de dezembro de 2010. Estabelece diretrizes para a organização da Rede de Atenção à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 31 dez. 2010.

Starfield B. Atenção Primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologias. Brasília: Unesco/Ministério da Saúde, 2002.

Lima VV, Padilha RQ. Ciência, tecnologias e inovações na gestão de serviços de saúde. In: Damázio LF, Gonçalves CA (org). Desafios da gestão estratégica em serviços de saúde. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. p. 191-215.

Silva SF. Organização de redes regionalizadas e integradas de atenção à saúde: desafios do Sistema Único de Saúde (Brasil). Ciênc. saúde coletiva. 2011; 16(6):2753-62.

Gomes R, Lima VV, Oliveira JM, Schiesari LMC, Soeiro E, Damázio LF, et al. A Polissemia da Governança Clínica: uma revisão da literatura. Ciênc. saúde coletiva. 2015; 20(8):2431-9.

Giovanella L. Redes integradas, programas de gestão da clínica e clínico geral: reformas recentes do setor ambulatorial na Alemanha. Ciênc. saúde coletiva. 2011; 16(supl.1):1081-96.

Halligan A, Donaldson L. Implementing clinical governance: turning vision into reality. BMJ. 2001; 322(7299):1413-7.

Mendonça CS. Saúde da Família, agora mais do que nunca! Ciênc. saúde coletiva. 2009; 14(supl.1):1493-7.

Alfradique ME, Bonolo PF, Dourado I, Lima-Costa MF, Macinko J, Mendonça CS, et al. Internações por condições sensíveis à atenção primária: a construção da lista brasileira como ferramenta para medir o desempenho do sistema de saúde (Projeto ICSAP - Brasil). Cad Saude Publica. 2009; 25(6):1337-49.

Brasil. Portaria GM/MS nº 221 de 17 de abril de 2008. Publica a lista brasileira de internações por condições sensíveis a atenção primária. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 abr. 2008.

Pereira FJR, Silva CC, Lima Neto EA. Condições sensíveis à atenção primária: uma revisão descritiva dos resultados da produção acadêmica brasileira. Saúde Debate. 2014; 38(esp.):331-42.

Nedel FB, Facchini LA, Bastos JL, Martin-Mateo M. Aspectos conceituais e metodológicos no estudo das hospitalizações por condições sensíveis à atenção primária. Ciênc. saúde coletiva. 2011; 16(supl):1145-54.

Macinko J, Oliveira VB, Turci MA, Guanais FC, Bonolo PF, Lima-Costa MF. The influence of primary care and hospital supply on ambulatory care-sensitive hospitalizations among adults in Brazil, 1999-2007. Am J Public Health. 2011; 101(10):1963-70.

Nedel FB, Facchini LA, Martin-Mateo M, Navarro A. Características da atenção básica associadas ao risco por condições sensíveis à atenção primária: revisão sistemática da literatura. Epidemiol. Serv. Saúde. 2010; 19(1):61-75.

Pinheiro R, Mattos RA (org). Gestão em redes: práticas de avaliação, formação e participação na saúde. Rio de Janeiro: CEPESC, 2006.

Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec, 2014.

Bardin L. Análise de conteúdo. São Paulo: Editora 70, 2011

Guba EG, Lincoln YS. Avaliação de quarta geração. Campinas: Ed. Unicamp, 2011.

Fontanella BJB, Luchesi BM, Saidel MGB, Ricas J, Turato, ER, Melo DG. Amostragem em pesquisas qualitativas: proposta de procedimentos para constatar saturação teórica. Cad. Saúde Pública. 2011; 27(2):388-94.

Fontanella BJB, Ricas J, Turato ER. Amostragem por saturação em pesquisas qualitativas em saúde: contribuições teóricas. Cad. Saúde Pública. 2008; 24(1):17-27.

Onocko-Campos RT. Fale com eles! O trabalho interpretativo e a produção de consenso na pesquisa qualitativa em saúde: inovações a partir de desenhos participativos. Physis. 2011; 21(4):1269-86.

Campos GWS. Subjetividade e administração de pessoal; considerações sobre modos de gerenciar o trabalho em equipes de saúde. In Merhy EE, Onocko R (org). Agir em saúde: um desafio para o público. São Paulo: Hucitec; 2007. p. 229-266.

Motta PR. Gestão contemporânea: a ciência e a arte de ser dirigente. Rio de Janeiro: Record, 2003.




DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2019v5n1p%25p

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132019v5n2.1720g373

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Saúde em Redes foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II. Novidade 2019: a Saúde em Redes foi aprovada para indexação na Base LILACS.

Indexada no LatindexDiadorimDOAJ; COLECIONASUS