O papel do profissional biólogo na residência multiprofissional em saúde coletiva: um relato de experiência.

Nara Juliana Santos Araújo, João Agostinho Neto, Luis Pereira de Morais

Resumo


Os programas de residência no Brasil têm evoluído ao longo do tempo. Com o advento das residências multiprofissionais, essa pós-graduação deixou de ser exclusiva dos profissionais médicos, gerando oportunidade para outras categorias profissionais e possibilitando a oferta de um olhar multidisciplinar para os usuários do Sistema Único de Saúde. O Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coleltiva (PRMSC) da Universidade Regional do Cariri (URCA) inclui em seu quadro de profissionais o biólogo, que encerrará a formação apto a participar e desenvolver ações no campo da saúde ambiental e nos diferentes cenários da rede de atenção em saúde em todos os seus níveis, além de atuar junto a comunidade nos processos de enfrentamento do mosquito Aedes aegypti. O presente trabalho é um relato de experiência que visa refletir sobre a inserção do biólogo dentro do PRMSC-URCA e descrever os desafios enfrentados por esse profissional na sua inserção dentro dos serviços de saúde. Os dois grandes entraves da inclusão do bíologo na área da saúde são a ausência de preceptoria e o fato de não realizarem atendimento clínico. Como alternativas de intrevenção estão as ações educativas, a implementação de hortas comunitárias e os programas de biossegurança para as unidades. As especificidades da formação do profissional biólogo são um desafio a ser vencido e que caminha de mãos dadas com a responsabilidade de abrir e assegurar um novo campo de atuação para a categoria. Dessa forma, é necessário que haja uma dedicação e valorização desse profissional, objetivando sua fixação no programa e seu crescimento junto a saúde.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2019v5n1p217-222

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132019v5n1.1799g352

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