Estratégia de Saúde da Família: Impasses e desafios atuais

Nayara Silva Borges, Andréia Soprani dos Santos, Letícia Antunes Fischer

Resumo


A Estratégia Saúde da Família trouxe benefícios à saúde da população, pois promove além da recuperação de agravos, a promoção e a prevenção, oferecendo um cuidado continuado à saúde, além de facilitar o acesso da população aos serviços de saúde. O artigo tem por objetivo avaliar a percepção dos enfermeiros sobre a implantação da Estratégia Saúde da Família, buscando identificar as reais mudanças e melhorias obtidas na saúde pública, assim como os desafios e impasses para sua implementação e consolidação. Trata-se de em estudo exploratório descritivo de natureza qualitativa. As entrevistas foram realizadas através de um questionário para caracterizar o perfil dos enfermeiros e um roteiro estruturado. Para análise dos dados foi utilizado o método de análise de conteúdo segundo Bardin. Os resultados apontam alguns entraves como a questão cultural da comunidade, a baixa cobertura das equipes, a grande rotatividade médica e a estrutura física das unidades, muitas vezes precárias. Conclui-se que embora os enfermeiros tenham avaliado de forma positiva a implantação da Estratégia Saúde da Família, muitos desafios e impasses precisam ser trabalhados para que se consiga alcançar todos os princípios do Sistema Único de Saúde.


Palavras-chave


Estratégia Saúde da Família; Atenção Primária à Saúde, Enfermeiros.

Texto completo:

PORTUGUÊS

Referências


BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Departamento de Atenção Básica. Manual Instrutivo. Saúde mais perto de você – Acesso e Qualidade. Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ). Brasília, 2013.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Brasília, 2001.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. Legislação em Saúde. Brasília, 2012.

MENDONÇA, C. S. Saúde da Família, agora mais do que nunca. Ciência e Saúde Coletiva. v.14, supl.1, Rio de Janeiro, 2009.

LEVCOVITZ, E; LIMA, L. D; MACHADO, C. V. Política de saúde nos anos 90: relações intergovernamentais e o papel das Normas Operacionais Básicas. Ciência e Saúde Coletiva. v.6, n.2, São Paulo, 2001.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Cadernos de Atenção Básica: Programa Saúde da Família. Treinamento Introdutório. Brasília, 2000.

GUTIERREZ, J. M. D. Na Estratégia de Saúde da Família: o lugar do enfermeiro. 2012. Tese (Especialização em Gestão em Saúde) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Panambi.

FARIA, H. P. et AL. Modelo assistencial e atenção básica à saúde. Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina/UFMG (Nescon), 2° edição. Belo Horizonte, 2010.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Análise dos Indicadores da Política Nacional de Atenção Básica no Brasil. Brasília, 2008.

MEDEIROS, C. R. G. et AL. A rotatividade de enfermeiros e médicos: um impasse na implementação as estratégia de Saúde da Família. Ciência e Saúde Coletiva. V. 15, N. 1, 2010.

AQUINO, R; BARRETO, M. L. Programa Saúde da Família: acerca da adequação do uso do seu indicador de cobertura. Caderno de Saúde Pública. v.24, n.4, Rio de Janeiro, 2008.

DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA - Secretaria de Políticas de Saúde. Programa Saúde da Família. Informes Técnicos Institucionais. Revista de Saúde Pública. v.34, n.3, São Paulo, 2000.

LAVRAS, C. Atenção Primária à Saúde e a Organização de Redes Regionais de Atenção à Saúde no Brasil. Revista Saúde e Sociedade. v.20, n.4, São Paulo, 2011.




DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2019v5n1p105-114

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132019v5n1.2250g343

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Saúde em Redes foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II. Novidade 2019: a Saúde em Redes foi aprovada para indexação na Base LILACS.

Indexada no LatindexDiadorimDOAJ; COLECIONASUS