Avaliação da Sonolência Diurna de pacientes que iniciaram tratamento hemodialítico pelo Sistema Único de Saúde no oeste catarinense

Matheus Ribeiro Bizuti, Camila Zanesco, Elisangela Giachini, Laura Nyland Jost, Débora Tavares Resende e Silva

Resumo


A Doença Renal Crônica caracteriza-se pela redução significativa das funções renais. Dessa forma, esta doença classifica-se em estágios, de modo que, quando o paciente atinge o estágio cinco, faz-se necessário iniciar a terapia renal substitutiva, a saber: a hemodiálise. Ao iniciar a hemodiálise, alterações significativas são perceptíveis na vida do paciente, haja vista que o tratamento possui elevada complexidade, interferindo, assim, na qualidade de vida do doente. Essas alterações podem ser percebidas por meio da modificaçãodo padrão do sono. O objetivo do estudo foi avaliar a porcentagem de pacientes com sonolência diurna excessiva em tratamento hemodialítico no Sistema Único de Saúde, no oeste de Santa Catarina. A população alvo compreendeu pacientes em terapia renal substitutiva na modalidade hemodiálise de ambos os sexos, maiores de 18 anos, em tratamento por um período superior a um mês e inferior a doze meses. A análise foi quantitativa, sendo realizado o cálculo por porcentagem. Os 22 pacientes participantes do estudo que iniciaram o tratamento hemodialítico há um curto período de tempo (um mês à doze meses), apresentaram os seguintes resultados por meio da aplicação da escala de Epworth: 0-5 pontos: 8 pacientes; 7-10 pontos: 4 pacientes; 11-15 pontos: 8 pacientes; 16-21 pontos: 2 pacientes. Por conseguinte, 45,5% dos pacientes apresentaram sonolência excessiva diurna, conforme escores da escala. Os pacientes em hemodiálise apresentam mudanças deletérias em suas atividades diárias em decorrência do tratamento, desse modo, é indispensável identificar essas alterações para, posteriormente, reduzi-las, principalmente no que tange ao padrão do sono.


Palavras-chave


Sonolência; Hemodiálise; Doença Renal Crônica

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PORTUGUÊS

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DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2020v6n2p%25p

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132020v6n2.2422g514

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