POLÍTICAS DE INDUÇÃO À MUDANÇA NA EDUCAÇÃO DOS TRABALHADORES DA SAÚDE: MATRIZES DISCURSIVAS DO CAMPO

Tiago José Silveira Teófilo, Rossana Staevie Baduy, Nereida Lúcia Palko dos Santos

Resumo


Buscou-se compreender as matrizes discursivas evidenciadas nas políticas de indução à mudança na educação dos trabalhadores da saúde no Brasil. O Projeto de Incentivo à Mudanças Curriculares em Cursos de Medicina, o Programa de Reorientação da Formação Profissional em Saúde e o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde derivam da corrente Vigilância à Saúde e são marcados pela centralidade na atenção primária, epidemiologia crítica e determinação social do processo saúde-enfermidade-atenção. A Política de Educação e Desenvolvimento para o SUS, a Aprender-SUS: O SUS e os cursos de graduação na área da saúde e o Projeto Vivências e Estágios na Realidade do SUS do Brasil estão ligados à corrente Em Defesa da Vida. Aproximam-se pela noção de atendimento às necessidades de saúde com desenvolvimento de autonomia das pessoas e pelas categorias humanização e sistema de saúde usuário-centrados. 


Palavras-chave


Saúde Coletiva. Política de Saúde. Política de Educação Superior. Formação de Profissionais de Saúde.

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DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2015v1n3p73-86

DOI (PDF): https://doi.org/10.18310/2446-48132015v1n3.330g58

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