Cuidar, trabalhar e pesquisar na saúde mental: relato de “um homem em tese”

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2021v7n2p265-277

Resumo

Os caminhos percorridos nas práticas de trabalho, cuidado e pesquisa em saúde mental são vastos de pressupostos, intencionalidades, sentimentos e atuações muitas vezes confusas e obscuras ao próprio trabalhador-pesquisador. Este artigo, parte de uma tese de doutoramento que analisou as perspectivas clínicas de cuidado psicossocial e o processo de trabalho da equipe de um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas localizado no município de Salvador Bahia. Trata-se de um relato de experiência autobiográfica que descreve e analisa as experiências dos autores. Escrita a partir da primeira pessoa do singular, foi inspirada pela cartografia, permitindo experimentar as composições das ações de cuidado e descuidos e a construção de um conhecimento a respeito dos impasses e das descobertas presentes no processo de trabalho e na pesquisa no âmbito da saúde mental.

Biografia do Autor

GERFSON M OLIVEIRA, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Psicológo, Doutor em Medicina e Saúde, Professor da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

Mônica Ramos Daltro, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Psicológa, Doutora em Medicina e Saúde, Professora da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

Referências

Endo, T C. Sofrimento psíquico à margem do SUS: vastidão e confinamento na clínica. Ed Zagodoni. 1. ed. São Paulo, 2017

Ceccim, RB; Ferla, AA. Educação e saúde: ensino e cidadania como travessia de fronteiras. Trab. educ. saúde. Rio de Janeiro, v. 6, n. 3, p. 443-456, 2008. Available from:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-77462008000300003&lng=en&nrm=iso>. Access on: 23 june 2020. https://doi.org/10.1590/S1981-77462008000300003. Acesso: jun. 2020

Daltro, M R; Faria, A A. Relato de experiência: uma narrativa científica da pós-modernidade. Estudos e Pesquisas em Psicologia Rio de Janeiro v. 19 n. 1 p. 223-237, 2019.

Silva, R M; Daltro M R. Experiências de sofrimento e enfrentamento no ingressar ao ensino superior: narrativa autobiográfica. Revista Psicologia, Diversidade e Saúde, 7(3), 433-441. doi: 10.17267/2317-3394rpds.v7i3.1930, 2018.

Costa, L. Cartografia: uma outra forma de pesquisar. Revista Digital do LAV, 7(2), 066-077. http://dx.doi.org/10.5902/198373481511, 2014.

Brasil. Lei no 10.216, de 6 de abril de 2001. Brasília: 2002.

Andrade, T M. Reflexões sobre a política de drogas no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 16(12):4665-4674, 2011.

Merhy, E. E. Saúde: a cartografia do trabalho vivo. São Paulo: Hucitec, 2002.

Tuzzo S.A.; Braga, C.F. O Processo de triangulação da pesquisa qualitativa: o metafenômeno como gênese. Revista Pesquisa Qualitativa. São Paulo (SP), v. 4, n.5, p. 140-158, ago. 2016.

Loureau, R. Analista institucional em tempo integral. Em S. Altoé (Org.), (pp.47-283). São Paulo: Hucitec, 2004.

Rios, D. Baianês de A a Z - (O dicionário do falar baiano). Salvador-Bahia. JM Editora; 1ª edição, 2016.

Larrosia-Bondia, J. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Revista Brasileira de Educação, 19, 20-8, 2002.

De Saint Martin C. Implication et surimplication du praticien-chercheur. Fractal Rev Psicol 2013; 25:461-74. Modernidade.19(1), 223-237. Disponível em: https://doi.org/10.12957/epp.2019.43015.

Figueredo, A C. Vastas confusões e atendimentos imperfeitos: a clínica psicanalítica no ambulatório público. Ed Relume-Dumará, 2. ed. Rio de Janeiro, 2000.

Foucaul, M. História da loucura na idade clássica. São Paulo: Perspectiva, 2002.

Merhy, E. A organização não existe. A organização existe: uma conversa da micropolítica do trabalho, da educação permanente e da análise institucional. In Análise institucional & saúde coletiva. Ed Hucitec . L´ABBATE S., MOURAO, L C., PEZZATO L M. Organizadoras. (2013).

Lancetti, A. A Clínica peripatética. São Paulo: Hucitec, 2007.

Ceccim, R. B. Educação permanente em saúde: desafio ambicioso e necessário. Interface - comunicação, saúde, educação, 9(16): 161-178, set. 2004-fev., 2005.

Rolnik, S. Cartografia sentimental: transformações contemporâneas do desejo. Porto Alegre: Sulina/Ed. da UFRGS, 2006.

Passos, R G. “Holocausto ou Navio Negreiro?”: inquietações para a reforma psiquiátrica brasileira. Argum., Vitória, v. 10, n. 3, p. 10-22, set./dez. 2018.

Amarante, P; Nunes, O. A reforma psiquiátrica no SUS e a luta por uma sociedade sem manicômios. Ciênc. saúde coletiva. Rio de Janeiro , v. 23, n. 6, p. 2067-2074, June 2018 . Access em: 23 june 2020.

Prado, Y; Severo, F; Guerrero, A. Reforma Psiquiátrica Brasileira e sua discussão parlamentar: disputas políticas e contrarreforma. Revista Saúde em Debate. Rio de Janeiro, V 44. N. Especial 3. Pag 250-263, 2020.

Eco, H. Como se faz uma tese? Ed Perspectiva, 26. ed. São Paulo – 2016.

Downloads

Publicado

2021-12-01