Política de Educação Permanente em Saúde de Pernambuco, Brasil: estratégias de implementação

Autores

  • Juliana Siqueira Santos Doutoranda em Saúde Pública pelo Instituto Aggeu Magalhães/Fiocruz, Diretora Geral de Educação na Saúde, Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco. https://orcid.org/0000-0002-4784-5639
  • Célia Maria Borges da Silva Santana Diretora Geral da Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco, Secretaria de Saúde de Pernambuco https://orcid.org/0000-0003-1926-6418
  • Emmanuelly Correia de Lemos Doutora pelo Programa Associado de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Estadual de Pernambuco; Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco, Secretaria de Saúde de Pernambuco. https://orcid.org/0000-0003-1450-6160
  • Luisa Macedo Cavalcante Mestre em Saúde Coletiva, Instituto Aggeu Magalhães, Fiocruz; Secretaria de Saúde de Pernambuco. https://orcid.org/0000-0001-7454-0462
  • Luciana Camêlo de Albuquerque Mestre em Saúde Coletiva, Instituto Aggeu Magalhães, Fiocruz; Secretaria de Saúde de Pernambuco. https://orcid.org/0000-0003-3750-2891
  • Neuza Buarque de Macêdo Mestre em Saúde Coletiva, Instituto Aggeu Magalhães, Fiocruz; Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco, Secretaria de Saúde de Pernambuco. https://orcid.org/0000-0003-3401-6417
  • Gustavo Rego Muller de Campos Dantas Mestre em Educação Profissional, Escola Politecnica de Saude Joaquim Venancio - FIOCRUZ; Secretaria de Saúde de Pernambuco. https://orcid.org/0000-0003-0758-6211

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2022v8n1p195-214

Palavras-chave:

Recursos humanos, Educação permanente, Implementação de plano de saúde, Regionalização, Sistema Único de Saúde.

Resumo

Objetivo: Analisar as estratégias de implementação da Política de Educação Permanente em Saúde no estado de Pernambuco. Métodos: Estudo descritivo de abordagem qualitativa. Realizou-se análise documental para produção dos dados. Foram analisados o Plano de Educação Permanente em Saúde de Pernambuco (2019-2022) e os relatórios das cinco oficinas regionais realizadas no período de junho a agosto de 2019. Utilizou-se a análise de conteúdo para exame e organização das discussões contidas nos relatórios, cuja categorização foi orientada pela descrição do eixo do plano: governança da Política Estadual de Educação Permanente em Saúde. Tomou-se como referência o modelo do ciclo de políticas públicas, voltando-se para a análise de implementação. Resultados: As oficinas contemplaram 548 participantes, 39,8% de segmento gestor, 15,0% de conselheiros de saúde, 4,6% de representantes de movimentos sociais, 25,0% de segmento trabalhador e 15,7% de instituições formadoras. Foi observada a necessidade de desenvolvimento de aspectos como a institucionalização da política no âmbito municipal, o financiamento tripartite e a participação efetiva do quadrilátero da formação. As residências em saúde se destacam como importante estratégia de formação de profissionais e desenvolvimento dos serviços e da regionalização. Conclusões: Os desdobramentos do Plano de Educação Permanente em Saúde nas regiões de saúde foram fundamentais para mobilizar os diversos atores no desenvolvimento das comissões de integração ensino-serviço regionais, no reconhecimento e incentivo à implantação das políticas municipais e na construção de estratégias coletivas para o desenvolvimento da política estadual.

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Publicado

2022-05-10

Edição

Seção

Artigos Originais