A Potencialidade da Educação Permanente em Saúde na Gestão da Atenção Básica em Saúde

Andresa Lira Silva, Juliana Siqueira Santos

Resumo


Objetivo: Analisar o conhecimento e usos da educação permanente em saúde pelos gestores da atenção básica no âmbito regional. Métodos: Estudo descritivo com abordagem qualitativa, apoiado nos conceitos de Educação Permanente em Saúde e na Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista semiestruturada, seguida por identificação das categorias a serem discutidas através da análise de conteúdo. Resultados: Foram definidas as seguintes categorias de análise: Concepções sobre Educação Permanente em Saúde, Ações de Educação Permanente em Saúde realizadas, Processo de trabalho e Educação Permanente e Dificuldades e Potencialidades da Educação Permanente em Saúde. Uma imprecisão entre conceitos de educação permanente e educação continuada permeia os resultados encontrados, a inserção do profissional em capacitações e atualizações distantes do cotidiano do serviço são colocadas como a oferta de educação permanente pela gestão, além de uma centralização na determinação de temas a serem trabalhados na atenção básica. Conclusão: A compreensão da educação permanente em saúde pelos gestores municipais tem forte influência na condução da política no município tem forte influência na condução desta no município, havendo, ainda, desafios para atuação concreta sob a orientação dessa metodologia. O processo de implementação da Política de Educação Permanente em Saúde nos municípios pode apoiar a resolução de entraves encontrados pela gestão da atenção básica, favorecendo a qualificação adequada dos profissionais de saúde e do serviço.


Palavras-chave


Educação Permanente em Saúde; Atenção Básica; Gestão em Saúde.

Texto completo:

PORTUGUÊS

Referências


Ceccim R.B. Educação Permanente em Saúde: descentralização e disseminação de capacidade pedagógica na saúde. Ciênc. saúde coletiva [Internet]. 2005 Dec [acesso em 2021 jan 04]; 10 (4): 975-986. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141381232005000400020&lng=en.http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232005000400020.

Lino MM. Educação permanente dos serviços públicos de saúde de Florianópolis, Santa Catarina. Trab. educ. saúde. 2009 Jun 01; 7 (1): 115-136.

Brasil MS. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Série Pactos pela Saúde: SérieB. Textos Básicos de Saúde. 2009 Sep 01;

Deluiz N. Qualificação, competências e certificação: visão do mundo do trabalho. Formação. 2021 Jan 04.

Ceccim R. B., Feuerwerker Laura C. M.. O quadrilátero da formação para a área da saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. Physis [Internet]. 2004 June [acesso em 2021 j an 04]; 14 (1): 4165. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010373312004000100004&lng=en.https://doi.org/10.1590/S010373312004000100004.

Mishima SM, Aiub AC, Rigato AG, Fortuna CM, Matumoto S, Ogata MN. et al. Perspectiva dos gestores de uma região do estado de São Paulo sobre educação permanente em saúde. Rev. esc. enferm. USP [Internet]. 2015 Ago [acesso em 2021 jan 04]; 49 (4): 0665-0673. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S008062342015000400665&lng=en.https://doi.org/10.1590/S0080623420150000400018.

Fortuna CM, Franceschini TR, Mishima SM., Matumoto S, Pereira MB. Movements of permanent health education triggered by the training of facilitators. Rev. LatinoAm.Enfermagem[Internet]. 2011 Abr [acesso em 2021 jan 04]; 19 (2): 411-420. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010411692011000200025&lng=en.https://doi.org/10.1590/S0104-11692011000200025.

Silva LAA, Franco GP, Leite MT, Pinno C, Lima VML, Saraiva N. Concepções educativas que permeiam os planos regionais de Educação Permanente em Saúde. Texto Contexto Enferm[online]. 2011; 20 (2): 340-8. Disponível em: www.scielo.br/pdf/tce/v20n2/a18v20n2

Silva LA, Soder RM, Petry L, Oliveira IC. Educação permanente em saúde na atenção básica: percepção dos gestores municipais de saúde. Rev. Gaúcha Enferm. [Internet]. 2017; 38 (1): e58779. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S198314472017000100407&lng=en.EpubMay04,2017.https://doi.org/10.1590/1983-1447.2017.01.58779.

Seidl H, Vieira SP, Fausto MR, Lima RD, Gagno J. Gestão do trabalho na Atenção Básica em Saúde: uma análise a partir da perspectiva das equipes participantes do PMAQ-AB. Saúde debate [Internet]. 2014 Out [acesso em 2021 jan 05]; 38 (spe): 94-108. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010311042014000600094&lng=en. https://doi.org/10.5935/0103-1104.2014S008.

Cecilio L, Andreazza R, de Souza A, Lima M, Mercadante C, Pinto N, Vega C, Spedo S, Lacaz F, Sato W, Bestetti L. (2007). O gestor municipal na atual etapa de implantação do SUS: características e desafios. Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, 1 (2). doi:https://doi.org/10.3395/reciis.v1i2.903

Assad SGB, Valente GSC, Santos SCP, Cortez EA, Rodrigues GVB, Kelp DN. Formação Profissional dos Gestores da Atenção Básica e o Desenvolvimento de Competências: Revisão Integrativa. Atas Investigação Qualitativa em Saúde. 2019 Ago 01;21528a

Minayo MCS. Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. Petropolis- Rio de Janeiro: Vozes; 2010.

Gil AC. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. Atlas, 6ª edição. São Paulo. 2008.

Bardin L. Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal. Edições 70, 1994.

Melo C, Alchieri J, Araújo-Neto J. Avaliação do perfil técnico-profissional de gestores do Sistema Único de Saúde (SUS). Revista de Enfermagem UFPE on line [Internet]. 2013 Mai 12; 7(7): 4670-4680. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/11717.

Motta JIJ. et al. Novos desafios educacionais para a formação de recursos humanos em saúde. Rio de Janeiro: Olho Mágico. set./dez., 2001; 8 (3) [acesso em 2013 ago 19]. Disponível em: http://www.ccs.uel.br/olhomagico/v8n3/enfoque.htm.

Ceccim RB. Educação Permanente em Saúde: desafio ambicioso e necessário. Interface- Comunic, Saúde, Educ, 2005; 9 (16): 161-77.

Salum NC. Prado, M. Educação continuada no trabalho: uma perspectiva de transformação da prática e valorização do trabalhador (a) de enfermagem. Texto Contexto Enferm. 2000 Sep 04;9:298-311

Motta JIJ, Ribeiro ECO. Educação permanente como estratégia na reorganização dos serviços de saúde. Mar. 2005. Disponível em: www.redeunida.org.br.

Pereira RO. O polo de educação permanente em saúde e as interfaces da política de educação permanente para o SUS no estado [Dissertação].: Universidade Federal do Espírito Santo; 2-Mai-2012. Mestrado.

da Silveira NO, Cunha FE, Rufino NA, Simeão dos Santos MS. Educação permanente e qualidade da assistência à saúde: aprendizagem significativa no trabalho da enfermagem. Aquichan [Internet]. 2011 Abr [acesso em 2021 jan 05]; 11 (1): 48-65. Disponível em: http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1657-59972011000100005&lng=en.

Silva LAA, Bonacina DM, Andrade A, Oliveira TC. Desafios na construção de um projeto de educação permanente em saúde. Rev Enferm UFSM. 2012; 2 (3): 496-506.

Farah BF. Educação em serviço, educação continuada, educação permanente em saúde: sinônimos ou diferentes concepções?. Revista APS. 2003 Dec 02; 6 (2): 123-125.

Ferreira L, Barbosa JS, Esposti CD, Cruz MM. Permanent Health Education in primary care: an integrative review of literature. Saúde debate [Internet]. 2019 Mar; 43 (120): 223-239. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-11042019000100223&lng=en. Epub Maio 06, 2019. https://doi.org/10.1590/0103-1104201912017.

Stroschein KA, Zocche DAA. Educação permanente nos serviços de saúde: um estudo sobre as experiências realizadas no Brasil. Trabalho, Educação e Saúde. 2011 nov; 9 (3).

Weykamp JM, Cecagno D, Vieira FP, et al. Educação permanente em saúde na atenção básica: percepção dos profissionais de enfermagem. Rev. enferm. UFSM. [internet].2016 abr; 6 (2): 281-289. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reufsm/article/view/16754/pdf.

Zinn GR. Educação permanente em saúde: de diretriz política a uma prática possível [tese]. São Paulo: Escola de Enfermagem; 2015 [acesso em 2021 jan 05]. doi:10.11606/T.7.2015.tde-11052015-154630

Ceccim RB. Educação Permanente em Saúde: desafio ambicioso e necessário. Interface (Botucatu) [Internet]. 2005 Feb; 9 (16): 161-168. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141432832005000100013&lng=en. https://doi.org/10.1590/S1414-32832005000100013.

Celeste T. Educação Permanente: um novo olhar sobre a aprendizagem no trabalho. Revista Digital de Educação Permanente em Saúde. 2004 set; 1 (1). Disponível em: www.abem-educmed.org.br.




DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2021v7n2p%25p

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132021v7n2.3135g649

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Saúde em Redes (ISSN 2446-4813) foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II. A Saúde em Redes é indexada na Base LILACS.

Indexada no LatindexDiadorim; Google Acadêmico; DOAJ; COLECIONASUS