CONHECIMENTO DAS MÃES SOBRE ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO E ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR

Jéssica Laianne da Silva Carvalho, Ingred Pereira Cirino, Luisa Helena de OLiveira Lima, Artemísia Francisca de Sousa, Mailson Fontes de Carvalho, Edina Araújo Rodrigues Oliveira

Resumo


Objetivo: investigar o conhecimento das mães sobre as práticas de Aleitamento Materno Exclusivo e Alimentação Complementar no município de Picos – PI. Métodos: Estudo de natureza descritiva do tipo longitudinal, desenvolvido nas Unidades Básicas de Saúde da zona urbana do município de Picos – PI, com todas as mães de crianças nascidas vivas no período de setembro de 2014 a junho de 2015. Para realização do estudo foram seguidos todos os princípios éticos contidos na Resolução 466/12, o projeto base foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Piauí (Parecer 985.375). Resultados: A maioria das mães pesquisadas afirmou frequentar o atendimento pré-natal (82,4%), entretanto, apenas 41,1% recebeu seis ou mais consultas de pré-natal, quantitativo recomendado pelo Ministério da Saúde. Sobre o grau de conhecimento das mães quanto ao aleitamento materno exclusivo apenas 21,20% teve conhecimento considerado bom, 66,70% conhecimento regular e 12,10% conhecimento insuficiente. Em relação ao grau de conhecimento sobre alimentação complementar um percentual elevado de mães (60%) apresenta um conhecimento insuficiente sobre este assunto, e para apenas 5% o conhecimento é considerado bom. Conclusões: Espera-se que os resultados aqui apresentados possam servir de norteadores na construção de uma conscientização mais efetiva e humanizada das mães e, sobretudo, que as nutrizes possam ver a amamentação e a alimentação saudável como a melhor escolha para alimentar seus filhos e, consequentemente, para a formação e desenvolvimento adequados das crianças.  


Palavras-chave


Mães; Conhecimento; Aleitamento Materno; Alimentação complementar.

Texto completo:

PDF

Referências


Ministério da Saúde (Brasil). Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar. Departamento de Atenção Básica. 2. ed. Brasília (DF); 2015.

Narimatsu C, Cintra RMGC, Dias LCGD. Análise do nível de informações sobre amamentação de puérperas em cidade do interior de São Paulo, Brasil. Rev. Simbio-Logias. 2012; 5(7): 34-41.

Sousa AM, Fracolli LA, Zoboli ELCP. Práticas familiares relacionadas à manutenção da amamentação: revisão da literatura e metassíntese. Rev Panam Salud Publica. 2013; 34(2): 127–34.

Oliveira, APD, Rodrigues DF, Zwaal GI, Andrade RG. Capacitação dos agentes comunitários de saúde em aleitamento materno e alimenta¬ção complementar no âmbito da atenção primária, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Rev. APS. 2014; 17(1): 106 - 110.

Martins MM, Haack A. Conhecimentos maternos: influência na introdução da alimentação complementar. Com. Ciências Saúde. 2012; 23(3): 263-270.

Boccolini CS, Carvalho ML, Oliveira IC, Vasconcelos AGG. Fatores associados à amamentação na primeira hora de vida. Rev Saúde Pública. 2011; 45 (1): 69-78.

Caminha MF, Batista Filho M, Serva VB, Arruda IKG, Figueirosa JN, Lira PIC. Tendências temporais e fatores associados à duração do aleitamento materno em Pernambuco. Rev Saúde Pública. 2010; 44 (2): 240-8.

Ministério da Saúde (Brasil). Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos: um guia para o profissional da saúde na atenção básica. Brasília (DF); 2010.

Silveira MMM. Aleitamento materno no município de Anápolis: saberes e práticas na estratégia saúde da família [Dissertação]. Anápolis: Centro Universitário Unievangélica, Departamento de Pós-Graduação, Mestrado Multidisciplinar em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente; 2009.

Ministério da Saúde (Brasil). Conselho Nacional de Saúde. Resolução 466/12. Brasília (DF); 2012.

Dias EG, Santos, MRA, Pereira PG. Prevalência do aleitamento materno exclusivo até o sexto mês no município de mamonas-mg em 2013. REVISTA CONTEXTO & SAÚDE. 2015; 15(29); 81-90.

Riet NFA, Coimbra LC. Caracterização do aleitamento materno em São luiz, Maranhão. Rev Pesq Saúde. 2016; 17(1): 7-12.

Guimarães MVR, Teixeira ER. Perfil sociodemográfico dos familiares de lactentes com doenças respiratórias em ambulatório de pediatria. Rev enferm UFPE. 2015; 9(1): 23- 31.

Boff ADG, Paniagua LM, Scherer S, Goulart BNG. Aspectos socioeconômicos e conhecimento de puérperas sobre aleitamento materno. Audiol Commum Res. 2015; 20(2): 141-145.

Alves ALN, Oliveira MIC, Moraes JR. Iniciativa Unidade Básica Amiga da Amamentação e sua relação com o aleitamento materno exclusivo. Rev Saúde Pública. 2013; 47(6): 1130-1140.

Maia EM, Santiago LB, Sampaio ACF, Lamounier JA. Programa de apoio ao aleitamento materno exclusivo para mães trabalhadoras da iniciativa privada. Rev Med Minas Gerais. 2015; 25(1): 19-24.

Schincaglia RM, Oliveira AC, Sousa LM, Martins KA. Práticas alimentares e fatores associados à introdução precoce da alimentação complementar entre crianças menores de seis meses na região noroeste de Goiânia. Epidemiol Serv Saúde. 2015; 24(3): 465-547.

Maciel APP, Gondim APS, Silva AMV, Barros FC, Barbosa GL, Alburquerque KC et. al. Conhecimento de gestantes e lactantes sobre aleitamento materno exclusivo. Rev. Bras. Promoc. Saúde. 2013; 26(3): 311-317.

Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). The state of the world's children 2014 in number: every child counts. New York, 2014. 116p.

Ministério da Saúde (Brasil). Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno. Iniciativa Hospital Amigo da Criança. Secretaria de Atenção à Saúde. Brasília (DF); 2011.

Frota MA, Sousa ATT, Casimiro CF, Silveira VG, Andrade IS. Alimentação complementar da criança sob a ótica de primíparas. Rev. Bras. Promoç. Saúde. 2013; 26(1): 88-94.




DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2016v2n4p383-392

DOI (PDF): https://doi.org/10.18310/2446-48132016v2n4.794g124

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Saúde em Redes foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II. Novidade 2019: a Saúde em Redes foi aprovada para indexação na Base LILACS.

Indexada no LatindexDiadorimDOAJ; COLECIONASUS