Estrutura, dinâmica, organização e atendimento de um serviço de atenção à pessoa com estomia no Norte do Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2025v11n3.4650

Palavras-chave:

Atenção Secundária à Saúde, Estomaterapia, Estudo de Avaliação, Organização e Administração, Regionalização da Saúde

Resumo

Objetivos: Descrever a estrutura, dinâmica, organização e atendimento prestado em um Serviço de Atenção à Pessoa com Estomia. Método: Estudo de caso avaliativo com abordagem qualitativa e triangulação de dados, desempenhado no primeiro semestre de 2024, no Norte do Brasil. A coleta contou com preenchimento de dois questionários validados, concomitante a entrevistas conversacionais (tipo curtas). Triangularam-se informações qualitativas com a apresentação dos dados dos questionários em quadros. A análise de conteúdo de três etapas, proposta por Bardin, gerou duas categorias. Resultados: O serviço cadastrou 2753 pessoas, o Programa de Atenção tem periodicidade de licitações, empresas de equipamentos e adjuvantes como colaboradoras do follow-up, trabalhadores assistenciais que participam das decisões da gestão e agendamento de reavaliação periódica mensal dos cadastrados. Entretanto, não existem ações concretas para reinserção social, evidenciado pela falta de grupo de apoio de pessoas com estomia dirigido pelo serviço, a equipe médica não está totalmente de acordo com a Portaria e as pessoas com traqueostomia não estão inseridas no programa. Considerações finais: Para promover a integralidade, longitudinalidade e regionalização da atenção às pessoas com estomias no estado do Pará novos fluxos assistenciais devem ser formatados, com necessidade de ampliação estrutural para que este serviço especializado migre para o Nível II (no primeiro Centro Regional de Saúde), coordenando a implantação de polos de Nível I no interior do estado nos demais Centros Regionais.

Biografia do Autor

  • Antonio Jorge Silva Correa Júnior, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo

    Atualmente é doutorando em ciências pelo programa de pós-graduação em Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará (PPGENF/ICS/UFPA).

  • Pedro Emílio Gomes Prates, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo

    Acadêmico de Enfermagem (Bacharelado) pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP), Centro Colaborador da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem (2020-Atual)

  • Francisca Melo do Rosário Santino, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo

    Possui graduação pela Universidade do Estado do Pará (1985). Atualmente é Enfermeira da Secretaria de Saúde Pública

  • Janderson Cleiton Aguiar, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo

    Atualmente é doutorando no Curso de Pós-Graduação Enfermagem Fundamental da EERP-USP. Mestrado em Enfermagem (2017) pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. Docente da União das Faculdades dos Grandes Lagos (UNILAGO).

  • Helena Megumi Sonobe, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo

    Mestre (1996) e Doutor (2001) em Enfermagem Fundamental pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (USP). Atualmente é Professor Associado da Universidade de São Paulo.

Referências

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Portaria n° 400, de 16 de novembro de 2009. Estabelece Diretrizes Nacionais para a Atenção à Saúde das Pessoas Ostomizadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2009 [citado em 25 ago. 2024]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2009/prt0400_16_11_2009.html

2. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 1.604, de 18 de outubro de 2023. Institui a Política Nacional de Atenção Especializada em Saúde (PNAES), no âmbito do Sistema Único de Saúde [Internet]. Diário Oficial da União, Edição: 200, Seção 1, p. 87. 2023 [citado em 25 ago. 2024]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2023/prt1604_20_10_2023.html

3. Silva LMV. Conceitos, abordagens e estratégias para a avaliação em saúde. Em: Hartz ZMA, Silva LMV, editores. Avaliação em saúde: dos modelos teóricos à prática na avaliação de programas e sistemas de saúde [Internet]. Salvador: EDUFBA; Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ; 2005. p. 15-39. doi:10.7476/9788575415160.

4. Flach DMAD, Oliveira LGD, Cardoso GCP, Andrade M, Ribeiro WA. Avaliação em saúde: avaliabilidade de serviços de saúde para pessoas com ostomia. Rev Bras Enferm. 2020;73. doi:10.1590/0034-7167-2018-0789.

5. Carvalho ALB, Jesus WLA, Senra IMVB. Regionalização no SUS: processo de implementação, desafios e perspectivas na visão crítica de gestores do sistema. Ciênc Saúde Colet. 2017;22:1155-64. doi:10.1590/1413-81232017224.30252016.

6. Starfield B. Pathways of influence on equity in health. Soc Sci Med. 2007;64(7):1355-62. doi:10.1016/j.socscimed.2006.11.027.

7. Yin RK. Estudo de caso: planejamento e métodos. 5. ed. Porto Alegre: Bookman; 2015.

8. Gil AC. Métodos e técnicas de pesquisa social. 7. ed. São Paulo: Atlas; 2019.

9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cidades e Estados: Belém [Internet]. 2024 [citado em 25 ago. 2024]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pa/belem.html

10. Secretaria de Saúde Pública do Pará (SESPAa). Regionais de Saúde [Internet]. 2024 [citado em 25 ago. 2024]. Disponível em: http://www.saude.pa.gov.br/a-secretaria/regionais-de-saude/

11. Secretaria de Saúde Pública do Pará (SESPAb). Aba serviços, ao cidadão. Downloads SESPA, Mapas SESPA [Internet]. 2024 [citado em 25 ago. 2024]. Disponível em: http://www.saude.pa.gov.br/servicos/downloads/

12. Polit DF, Beck CT. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: avaliação de evidências para a prática de enfermagem. 9. ed. Porto Alegre: Artmed; 2019. 206 p.

13. Moraes JT, Amaral CFS, Borges EL, Ribeiro MS, Guimarães EAA. Validation of an instrument for evaluating health care services to ostomized people. Rev Latino-Am Enferm. 2016;24:e2825. doi:10.1590/1518-8345.0748.2825.

14. Rosado SR. Equipamentos coletores/adjuvantes de estomizados intestinais e a assistência especializada: a acessibilidade para o alcance da reabilitação [tese]. Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo; 2019. 227 p.

15. Bardin L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70; 2011.

16. Flick U. Qualidade na pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed; 2009.

17. Pará. Secretaria de Saúde Pública (SESPA). Plano Estadual de Saúde do Pará 2020-2023 [Internet]. 2019 [citado em 25 ago. 2024]. 206 p. Disponível em: http://www.saude.pa.gov.br/download/plano-estadual-de-saude-2020-2023/

18. Donabedian A. The seven pillars of quality. Arch Pathol Lab Med. 1990;114(11):1115-8.

19. Medeiros RHA. Uma noção de matriciamento que merece ser resgatada para o encontro colaborativo entre equipes de saúde e serviços no SUS. Physis. 2015;25:1165-84. doi:10.1590/S0103-73312015000400007.

20. Spedo SM, Tanaka OY, Pinto NRS. O desafio da descentralização do Sistema Único de Saúde em município de grande porte: o caso de São Paulo, Brasil. Cad Saude Publica. 2009;25:1781-90. doi:10.1590/S0102-311X2009000800014.

21. Tesser CD, Poli Neto P. Atenção especializada ambulatorial no Sistema Único de Saúde: para superar um vazio. Cienc Saude Colet. 2017;22:941-51. doi:10.1590/1413-81232017223.18842016.

22. Ministério da Saúde (BR). Seminário Internacional de Atenção Especializada à Saúde. Documento Disparador para a Política Nacional de Atenção Especializada em Saúde [Internet]. 2023 [citado em 25 ago. 2024]. 30 p. Disponível em: poli-cc-81tica-20nacional-20de-20atenc-cc-a7a-cc-83o-20especializada-20em-20sau-cc-81de.pdf

23. Ventura M, Simas L, Pepe VLE, Schramm FR. Judicialização da saúde, acesso à justiça e a efetividade do direito à saúde. Physis. 2010;20:77-100. doi:10.1590/S0103-73312010000100006.

24. Espírito Santo. Secretaria de Saúde. Manual de orientação aos serviços de atenção às pessoas ostomizadas. Comissão de padronização de fluxos de atendimento aos ostomizados do estado do Espírito Santo. Vitória: Secretaria de Saúde; 2017.

25. Moraes JT, Amaral CFS, Borges EL, Ribeiro MS, Guimarães EAA. Serviços de atenção ao estomizado: análise diagnóstica no Estado de Minas Gerais, Brasil. Cad Saude Colet. 2014;22:101-8. doi:10.1590/1414-462X201400010015.

26. Boutry E, Bertrand MM, Ripoche J, Alonso S, Bastide S, Prudhomme M, of Ostomy FF. Quality of life in colostomy patients practicing colonic irrigation: an observational study. J Visc Surg. 2021;158(1):4-10. doi:10.1016/j.jviscsurg.2020.07.003.

27. Lima T. Método de irrigação e sistema oclusor. Portal Ostomizados [Internet]. 2007 [citado em 25 ago. 2024]. Disponível em: https://www.ostomizados.com/artigos/tania_lima/irrigacao.html

28. Xavier ECL, Zago MMF, Correa Jr AJS, Souza TCF, de Santana ME. Os sentidos de adoecidos acometidos por câncer de laringe submetidos a laringectomia total. Enferm Foco. 2021;12(2). doi:10.21675/2357-707X.2021.v12.n2.4133.

29. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução COFEN Nº 557/2017. Normatiza a atuação da equipe de enfermagem no procedimento de Aspiração de Vias Aéreas [Internet]. 2017 [citado em 25 ago. 2024]. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-05572017/

Downloads

Publicado

2025-09-21

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Correa Júnior, A. J. S., Prates, P. E. G. ., Santino, F. M. do R. ., Aguiar, J. C. ., & Sonobe, H. M. . (2025). Estrutura, dinâmica, organização e atendimento de um serviço de atenção à pessoa com estomia no Norte do Brasil. Saúde Em Redes, 11(3), 4650. https://doi.org/10.18310/2446-4813.2025v11n3.4650

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)