COMUNICAÇÃO E PERCEPÇÕES SOBRE SAÚDE: O OLHAR DOS USUÁRIOS NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

Carolina Lopes de Lima Reigada, Valéria Ferreira Romano

Resumo


A comunicação, em sua essência polissêmica, aciona sentidos diversos para usuários e profissionais de saúde, especialmente nas concepções que envolvem saúde, cuidado e processo de trabalho. O objetivo deste artigo é o de analisar a percepção de usuários de uma favela do município do Rio de Janeiro sobre o conceito de saúde e processo de trabalho ofertado pela equipe da Estratégia Saúde da Família localizada na mesma. Trata-se de um estudo qualitativo de abordagem sócioantropológica que utilizou entrevistas semiestruturadas com os usuários adscritos. Percebeuse que a disparidade entre as concepções abordadas movimentaram implicações diretas no processo de trabalho da equipe, gerando entre a população e os profissionais de saúde menos potência e mais desencontro.


Palavras-chave


Estratégia Saúde da Família; Comunicação; Saúde; Trabalho

Texto completo:

PDF

Referências


Bakthin M. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Hucitec; 1992.

Bordieu P. O Poder Simbólico. 9a ed. Rio de Janeiro: Editora; 2006.

Minayo MCS, Gomes SFDR. Pesquisa Social. Teoria, método e criatividade. Rio de Janeiro: Editora Vozes; 2012.

Minayo MCS. Saúde: concepções e políticas públicas. In: Amâncio Filho A, Moreira MCGB, organizadores. Saúde, trabalho e formação profissional. Rio de Janeiro: FIOCRUZ; 1997: 138

Foucault M. O Nascimento da Biopolítica. São Paulo: Martins Fontes; 2008.

Ferreira JR, Buss PM. Atenção Primária e Promoção da Saúde. In: Ministério da Saúde. As cartas de promoção à saúde. Brasília: Editora MS; 2002: 7-17.

Heidmann ITSB, Almeida MCP, Boehs AE, Wosny AM, Monticelli M. Promoção à saúde: trajetória histórica de suas concepções. Texto Contexto Enferm, 2006; 15(2): 352-8.

Mattos RA. A integralidade na prática. Cad. Saúde Pública 2004; 20(5):1411-1416.

Ayres, JRCM, Meyer, DEE, Mello, DF, Valadão, MM. Você aprende. A gente ensina? Interrogando relações entre educação e saúde desde a perspectiva da vulnerabilidade. Cadernos de Saúde Pública 2006; 22(6): 1335-1342.

Tesser CD. Medicalização Social e Atenção à Saúde no SUS. São Paulo: Hucitec; 2010.

Santos BS. Um Discurso sobre as Ciências. 7a. ed. São Paulo: ed. Cortez; 2010.

Merhy EE. A Cartografia do Trabalho Vivo. 3a ed. São Paulo: Hucitec; 2002.

Valla VV. Sobre participação popular: uma questão de perspectiva. Cadernos de Saúde Pública, 1998; 14 (Sup.2): 7-18.

Freire P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 36a. ed. São Paulo: Paz e Terra; 2007.

Baeninger R, organizador. População e Cidades subsidios para o planejamento e para as políticas sociais. Campinas: Núcleo de Estudos de População – Nepo/ UNICAMP; Brasília: UNFPA; 2010.

Ceccim RB. Pacientes impacientes: Paulo Freire. In: Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (BR). Caderno de educação popular e saúde. Brasília: MS; 2007: 32-45.




DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2015v1n2p13-19

DOI (PDF): https://doi.org/10.18310/2446-48132015v1n2.588g37

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Saúde em Redes foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II. Novidade 2019: a Saúde em Redes foi aprovada para indexação na Base LILACS.

Indexada no LatindexDiadorimDOAJ; COLECIONASUS