Editorial

Janaina Mtheus Collar, João Beccon de Almeida Neto

Resumo


Publicar uma revista nos dias de hoje pode parecer um desafio simples, tendo em vista as possibilidades que os espaços virtuais nos permitem. Não necessitamos de tinta e papel para compor e engolir nossos orçamentos, mas tão somente de softwares de editoração e um local de divulgação onde possamos postar/publicar os arquivos/artigos. Mas aos poucos vamos nos dando conta que apesar desses espaços, é muito difícil conseguir publicar, ainda mais manter essa publicação de forma seriada. Quando a Rede UNIDA propôs a criação da Saúde em Redes  estava ciente desses desafios. Hoje estamos publicando o terceiro número de uma revista que vem conquistando seu espaço e constituindo mais redes entre ensino, pesquisa e campos de saberes e práticas.

Nossas publicações procuram debater de forma plural temas atuais e emergentes, tendo um grande numero de acessos; alguns artigos com mais de cem acessos em menos de dois dias de publicação. Para uma revista com menos de um ano de vida e com duas edições publicadas, temos mais 130 usuários cadastrados e envolvidos com a revista, bem como artigos com mais de 2000 acessos individualmente. São números que reforçam nosso compromisso em formar mais um ambiente de debate e compartilhamentos.

Neste terceiro número, procuramos provocar a publicação de forma temática. Nesse sentido, foi feito o chamamento em edital específico, no site da Rede UNIDA para todos e todas que desejassem trazer discussões sobre Educação em Saúde. Tivemos inúmeras submissões de trabalhos desenvolvidos nas diversas regiões do nosso país e do exterior.  Após recebemos esses originais, passamos por uma avaliação de pelo menos dois pareceristas, respeitando sempre a avaliação no formato de duplo cego.

Entre idas e vindas com os autores, editores e Pareceristas tivemos a aprovação e aceite de alguns desses trabalhos, que nos brindam com a formação do presente número.

Assim, nossa edição é formada por sete artigos originais, selecionados a partir do edital, e de um artigo de opinião, que inaugura esse número. Trata-se de uma homenagem a Maria Cristina Carvalho da Silva, psicóloga de formação, importante militante da Reforma Psiquiátrica, em especial no Rio Grande do Sul, onde nos brindou com inúmeras contribuições tanto sobre a formação profissional, quanto para a importância da luta e na formação das redes. O texto publicado fora escrito originalmente em 2010, onde podemos vislumbrar um pouco de suas discussões e experiência profissional na rede de atenção em Porto Alegre/RS. O texto também conta com a autoria do Prof. Dr. Ricardo Ceccim, a quem agradecemos pelo envio dos originais.

Com relação aos artigos originais, observaremos diversos cenários, tanto nacionais quanto internacionais. No artigo “Conhecimento sobre influenza entre profissionais de saúde de um hospital geral”, as autoras procuram avaliar o conhecimento de profissionais da saúde sobre a Influenza H1N1 e o quanto isso se relaciona com o cotidiano desses profissionais, bem como o quanto esse conhecimento influencia em cuidado em saúde. Já na pesquisa “Análise das formações coletivas ofertadas aos trabalhadores de um hospital público: o caso do Grupo Hospitalar Conceição”, poderemos observar um trabalho desenvolvido sob uma temática ainda marcada pela escassa produção bibliográfica. O objetivo do trabalho foi analisar o desenvolvimento da formação coletiva ofertada a trabalhadores no referido complexo hospitalar, procurando analisar o perfil dessas formações, o perfil dos profissionais que o cursaram, bem como os resultados que essas formações poderiam potencializar no âmbito das práticas.

Já o artigo “Atenção à saúde bucal na estratégia saúde da família: percepções dos profissionais sobre educação em saúde”, os autores a partir de um estudo exploratório-descritivo, com entrevistas a profissionais da equipe de saúde bucal da Estratégia Saúde da Família, procurou debater o tema da educação permanente a partir dos conhecimentos desses profissionais nos seus campos de atuações, bem como a partir da própria formação em saúde nos bancos das faculdades. Em seguida, no trabalho “Políticas de indução à mudança na educação dos trabalhadores da saúde: matrizes discursivas do campo”, os autores procuram debater o tema da formação dos profissionais de saúde, desenvolvimento debate sobre as políticas de incentivo a reorientação de ensino e matrizes curriculares, procurando analisar o foco de cada uma dessas políticas e sua relação com os serviços de atenção em saúde.

Já nos dois próximos artigos, vamos observar uma análise da educação em saúde, a partir de experiências internacionais. O primeiro desses artigos, “Modelo assistencial da casa da saúde: reestruturando o cuidado na atenção primária na Itália”, vai desenvolver debate sobre a formação e experiência do modelo de atenção primária desenvolvido na Itália a partir das casas de saúde e o quanto isso influenciou e influência a necessidade de uma nova formação dos profissionais especialmente médicos. Já no artigo, “A participação do paciente na educação médica: reflexões sobre discursos e experiências no Reino Unido”, a autora procura compartilhar um pouco da experiência vivida em curso de formação médica no Reino Unido marcado pela participação do paciente na educação e procura analisar questões relacionados ao discurso dominante a partir desta participação.

Finalizamos esta edição crendo na supremacia das redes e que apostar na realização de uma publicação é apostar na qualificação e promoção dessas redes.


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DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2015v1n3p05-06

DOI (PDF): https://doi.org/10.18310/2446-48132015v1n3.627g47

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A revista Saúde em Redes foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II. Novidade 2019: a Saúde em Redes foi aprovada para indexação na Base LILACS.

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