A interface ensino-serviço na formação farmacêutica: revisão integrativa

Autores

  • Lucas Balsanelli Souza Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
  • Andréa Wander Bonamigo Doutora em Saúde Pública, Universidade de São Paulo. Professora adjunta na Universidade Federal de Ciências da Saude de Porto Alegre (UFCSPA)

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2018v4n2p157-169

Palavras-chave:

Educação em saúde, Educação em farmácia, Serviços de integração docente-assistencial, Sistema Único de Saúde

Resumo

OBJETIVOS: Este artigo apresenta os resultados de uma revisão integrativa de literatura sobre integração ensino-serviço de acadêmicos de farmácia com o Sistema Único de Saúde, que buscou analisar as diferentes contribuições da integração ensino-serviço para o processo de formação do futuro profissional farmacêutico. FONTE DE DADOS: Pesquisaram-se publicações posteriores a 2002, nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), National Library of Medicine (PubMed) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), utilizando como pergunta norteadora: “Quais as contribuições que as experiências vivenciadas no Sistema Único de Saúde trazem para o processo de formação de farmacêuticos?”. RESUMO DAS CONCLUSÕES: Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão nas 1.189 publicações encontradas, a amostra final incluiu 12 estudos. Os resultados mostraram as contribuições da integração ensino-serviço para a formação dos farmacêuticos, a importância das políticas interministeriais e o papel do Sistema Único de Saúde como cenário de prática no processo de formação. Conclui-se que a integração dos alunos de farmácia com os serviços públicos de saúde contribui para a formação de um profissional apto a responder aos desafios contemporâneos da saúde e capaz de incorporar uma visão mais aprofundada dos problemas sociais do País.

Biografia do Autor

Lucas Balsanelli Souza, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

Aluno de Mestrado no PPG Ensino na Saúde

Referências

Ceccim RB, Ferla AA. Educação e saúde: ensino e cidadania como travessia de fronteiras. Trabalho, Educação e Saúde. 2008; 6:443-56.

Ceccim RB. A emergência da educação e ensino da saúde: interseções e intersetorialidades. Revista Ciência & Saúde. 2008; 1(1):9-23.

Brasil. Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde – Pró-Saúde: objetivos, implementação e desenvolvimento potencial. 1 ed. Saúde Md. Brasília, 2007. 86 p.

Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CES 1.300/2001. Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Farmácia e Odontologia, 2001.

Portaria Nº 198/GM de 13 de fevereiro de 2004. Institui a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde como estratégia do Sistema Único de Saúde para a formação e o desenvolvimento de trabalhadores para o setor e dá outras providências, 2004.

Ceccim RB. Educação Permanente em Saúde: descentralização e disseminação de capacidade pedagógica na saúde. Ciência & Saúde Coletiva. 2005; 10:975-86.

Portaria Interministerial nº 421, de 03 de março de 2010. Institui o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET Saúde) e dá outras providências. 2010.

Ceccim RB, Feuerwerker LCM. Mudança na graduação das profissões de saúde sob o eixo da integralidade. Cadernos de Saúde Pública. 2004; 20:1400-10.

Whittemore R, Knafl K. The integrative review: updated methodology. J Adv Nurs. 2005; 52(5):546-53.

Souza MTd, Silva MDd, Carvalho Rd. Integrative review: what is it? How to do it? Einstein, São Paulo. 2010; 8:102-6.

Galassi MAS, Carvalho ACPd, Tortamano N, Melo JAJd, Spanó JCE, Barbin EL. Atividades extramuros como estratégia viável no processo ensino-aprendizagem. Rev ABENO. 2006; 6(1):66-9.

Costa EMdMB, Bara MTF, Garcia TA. Momentos de avaliação e movimentos de mudança em um curso de Farmácia. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior. 2013; 18(3):613-28.

Nicoline CB, Vieira RdCPA. Assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS): percepções de graduandos em Farmácia. Interface - Comunicação, Saúde, Educação. 2011; 15:1127-44.

Oliveira IC, Cutolo LRA. Percepção dos Alunos dos Cursos de Graduação na Saúde sobre Integralidade. Revista Brasileira de Educação Médica. 2015; 39(2):208-17.

Silva RHAd, Miguel SS, Teixeira LS. Problematização como método ativo de ensino-aprendizagem: estudantes de farmácia em cenários de prática. Trabalho, Educação e Saúde. 2011; 9(1):77-93.

Ceccim RB, Feuerwerker LCM. O quadrilátero da formação para a área da saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. Physis: Revista de Saúde Coletiva. 2004; 14:41-65.

Monteguti BR, Diehl EE. O ENSINO DE FARMÁCIA NO SUL DO BRASIL: PREPARANDO FARMACÊUTICOS PARA O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE? Trabalho, Educação e Saúde. 2016; 14:77-95.

Reibnitz KS, Daussy MFdS, Silva CAJd, Reibnitz MT, Kloh D. Rede docente assistencial UFSC/SMS de Florianópolis: reflexos da implantação dos projetos Pró-Saúde I e II. Revista Brasileira de Educação Médica. 2012; 36(1):68-75.

Rodrigues AÁAdO, Pereira HBdB, Souza ES. Rede pet saúde em Feira de Santana: o desafio da integralidade. Rev baiana saúde pública. 2012; 36(3).

Rosa RPFd, Andrade ALFd, Oliveira SPd, Silva AGLd, Ferreira AM, Inácio JdS, et al. Construindo saberes no trabalho em saúde mental: experiências de formação em saúde. Interface - Comunicação, Saúde, Educação. 2015; 19:931-40.

Vendruscolo C, Prado MLd, Kleba ME. Integração Ensino-Serviço no âmbito do Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde. Ciência & Saúde Coletiva. 2016; 21:2949-60.

Costa MVd, Patrício KP, Câmara AMCS, Azevedo GD, Batista SHSdS. Pró-Saúde e PET-Saúde como espaços de educação interprofissional. Interface - Comunicação, Saúde, Educação. 2015;19:709-20.

Vendruscolo C, Ferraz F, Prado MLd, Kleba ME, Reibnitz KS. Integração ensino-serviço e sua interface no contexto da reorientação da formação na saúde. Interface - Comunicação, Saúde, Educação. 2016;20:1015-25.

Vasconcelos ACFd, Stedefeldt E, Frutuoso MFP. Uma experiência de integração ensino-serviço e a mudança de práticas profissionais: com a palavra, os profissionais de saúde. Interface - Comunicação, Saúde, Educação. 2016; 20:147-58.

Madruga LMdS, Ribeiro KSQS, Freitas CHSdM, Pérez IdAB, Pessoa TRRF, Brito GEGd. O PET-Saúde da Família e a formação de profissionais da saúde: a percepção de estudantes. Interface - Comunicação, Saúde, Educação. 2015; 19:805-16.

Gonçalves RdCR, Gonçalves LG, Covre L, Lazarini WS, Dalbello-Araujo M. Nós em rede: vivências da parceria ensino-serviço produzidas pelo Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde. Interface - Comunicação, Saúde, Educação. 2015; 19:903-12.

Santos MMd, Nétto OBdS, Pedrosa JIdS, Vilarinho LdS. PET-Saúde: uma experiência potencialmente transformadora no ensino de graduação. Interface - Comunicação, Saúde, Educação. 2015; 19:893-901.

Pizzinato A, Gustavo AdS, Santos BRLd, Ojeda BS, Ferreira E, Thiesen FV, et al. A integração ensino-serviço como estratégia na formação profissional para o SUS. Revista Brasileira de Educação Médica. 2012; 36:170-7.

Emmi DT, Silva DMCd, Barroso RFF. Experiência do ensino integrado ao serviço para formação em Saúde: percepção de alunos e egressos de Odontologia. Interface - Comunicação, Saúde, Educação. 2017; 22 (64):223-236.

Saturnino LTM, Modena CM, Luz ZP, Perini E. O Internato Rural na formação do profissional farmacêutico para a atuação no Sistema Único de Saúde. Ciênc saúde coletiva. 2011; 16(4):2303-10.

Saupe R, Budó MdLD. Pedagogia interdisciplinar: "educare" (educação e cuidado) como objeto fronteiriço em saúde. Texto & Contexto - Enfermagem. 2006; 15:326-33.

Nuto SdAS, Lima Júnior FCM, Camara AMCS, Gonçalves CBC. Avaliação da Disponibilidade para Aprendizagem Interprofissional de Estudantes de Ciências da Saúde. Revista Brasileira de Educação Médica. 2017; 41(1):50-7.

Sousa IFd, Bastos PRHdO. INTERDISCIPLINARIDADE E FORMAÇÃO NA ÁREA DE FARMÁCIA. Trabalho, Educação e Saúde. 2016; 14(1):97-117.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES n. 2, de 19 de fevereiro de 2002. Institui diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em Farmácia. Brasília: Diário Oficial da União; 2002.

BRASIL. Parecer CNE/CES nº 248/2017, aprovado em 7 de junho de 2017 - Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia.: Diário Oficial da União; 2017. p. 42.

Downloads

Publicado

2018-12-20

Edição

Seção

Artigo de Revisão