Amamentação na primeira hora de vida em uma maternidade de referência de Macaé

Hugo Demesio Maia Torquato Paredes, Juliana Silva Pontes, Camilla Medeiros Macedo da Rocha, Maria Fernanda Larcher de Almeida, Silvia Pereira, Alexandra da Silva Anastácio, Jane de Carlos Santana Capelli

Resumo


Objetivos: Identificar a prevalência da amamentação na primeira hora pós-parto e fatores associados em uma maternidade de referência de Macaé. Métodos: Um estudo transversal foi conduzido com 113 puérperas e neonatos. Os dados foram obtidos entre agosto e dezembro de 2014, por meio de questionários para entrevistas, caderneta da gestante e prontuários médicos. O modelo de Poisson foi ajustado para análise da prevalência da amamentação na primeira hora de acordo com as variáveis de exposição. Resultados: A prevalência da amamentação na primeira hora foi de 75,2%. Não foi encontrada associação estatisticamente significativa entre o tipo de parto e amamentação na primeira hora (p-valor=0,418). Detectou-se associação estatisticamente significativa entre o baixo peso e a não amamentação na primeira hora pós-parto, mesmo após ajuste (p-valor=0,002). Conclusões: A maioria dos recém-nascidos foi amamentada na primeira hora de vida, o que é um bom resultado, segundo preconizado pelo Ministério da Saúde. Não houve associação estatisticamente significativa entre o tipo de parto e amamentação na primeira hora de vida. Detectou-se que recém-nascidos com baixo peso apresentaram risco cinco vezes maior de não serem amamentados na primeira hora de vida em relação àqueles que nasceram com peso adequado.


Palavras-chave


Aleitamento Materno; Período Pós-Parto; Saúde da Mulher

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PORTUGUÊS

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DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2019v5n1p%25p

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132019v5n1.1820g339

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