As Redes Vivas na organização de Associação de Catadores de Resíduos Sólidos, Manaus, Amazonas.

Denise Rodrigues Amorim de Araújo, Julio Cesar Schweickardt

Resumo


O objetivo deste artigo é analisar as redes sociopolíticas e conexões produzidas pelos catadores e catadoras de resíduos sólidos organizados em um empreendimento de Economia Solidária e compartilhar os aprendizados desta vivência cartográfica exercitada com este grupo social a partir dos olhares da Saúde Coletiva.  Para isso, acompanhamos as trajetórias destes sujeitos no território, suas tensões, lutas, conquistas e desafios nas produções de trabalho e de vida. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa. O método de investigação utilizado foi a Cartografia que permitiu um mergulho na realidade concreta da catação de resíduos sólidos urbanos e possibilitou a visão do território e a construção das redes a partir dos sujeitos de pesquisa. Este estudo contribuiu para dar visibilidade e empoderamento social e político destes trabalhadores, além de fortalecer a organização política e o protagonismo dos catadores enquanto movimento social. Por fim, entendemos que a pesquisa explicita as redes vivas na perspectiva da inclusão socioprodutiva e da participação social nas políticas públicas.


Palavras-chave


Saúde Coletiva; Redes Sociais; Territorialidade; Catadores; Amazônia

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PORTUGUÊS

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DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2018v4n4p%25p

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132018v4n4.2232g325

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