DISPONIBILIDADE DO TESTE RÁPIDO PARA SÍFILIS E ANTI-HIV NAS UNIDADES DE ATENÇÃO BÁSICA DO BRASIL, NO ANO DE 2012

Autores

  • Valmir Soares Machado Universidade Luterana do Brasil - ULBRA/Torres
  • Vanessa Daniele Mizevski Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
  • Évelin Maria Brand Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
  • Karen Silva Calvo Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
  • Franciele Moletta Belinni Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
  • Erica Rosalba Malmann Duarte Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
  • Luciana Barcellos Teixeira Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2017v3n1p40-49

Palavras-chave:

Saúde Pública

Resumo

Objetivo: verificar e comparar a disponibilidade dos testes rápidos, nas cinco regiões do Brasil. Método: trata-se de um estudo epidemiológico ecológico, que analisou dados secundários provenientes do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, coletados no ano de 2012. Resultados: em 96,6% e 86% dos estabelecimentos, respectivamente, o teste para sífilis e anti-HIV não estavam disponíveis. Teste para sífilis sempre disponível foi encontrado com maior frequência na região centro-oeste (6,1%; p<0,01) e teste anti-HIV na região sudeste (30,5%; p<0,01). Conclusões: foram evidenciadas desigualdades regionais na disponibilidade dos testes rápidos na atenção básica no Brasil. Considerando os elevados índices de sífilis e Aids no país, acredita-se que a disponibilidade dos testes rápidos constitui-se como uma relevante estratégia de enfrentamento. Portanto, frente às recentes recomendações das políticas públicas que incentivam a testagem na atenção básica, tornam-se necessárias ações de saúde para garantir que os testes rápidos estejam sempre disponíveis.

Referências

Cunha ARC; Mercham-Hamann E. Sífilis em parturientes no Brasil: prevalência e fatores associados, 2010 a 2011. Revista Panamericana de Saúde Pública, Washington, 2015; 38(6): 479-486

Ministério da Saúde (BR). Aids no Brasil. 2012. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/page/2010/36364/aids_no_brasil_2012_17137.pdf>. Acesso em: 16 abr. 2014.

Ministério da Saúde (BR). Departamento de DST. Dados e pesquisa. 2014. Disponível em:< http://www.aids.gov.br/pagina/dados-e-pesquisas>. Acesso em 29 nov 2015.

Ministério da Saúde (BR). Boletim Epidemiológico - Aids e DST Ano II - nº 1 - até semana epidemiológica 26ª. Brasília, DF, 2013. p:67.

Ministério da Saúde (BR). Boletim Epidemiológico - Sífilis. Brasília, 2012. Disponível em: <http://www.dst.uff.br/publicacoes/Boletim_epidem_sifilis_2012.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2014.

Ministério da Saúde (BR). DATASUS. Sistema de notificação de agravos de notificação SINAN. Disponível em: <http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/tabnet/tabnet?sinannet/sifigest/bases/sifilisgestantebrnet.def. Acesso06 nov. 2014.

Teixeira LB et al. Sexual and reproductive health of women living with HIV in Southern Brazil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 29(3):609-620, mar, 2013.

Teixeira LB. Saúde sexual e reprodutiva de mulheres vivendo com HIV/AIDS no sul do Brasil. 2012. 247 f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2012.

Ministério da Saúde (BR). Portaria nº 3.242, de 30 de dezembro de 2011. Brasília: Diário Oficial da União, Nº 1 de 02 de janeiro de 2012 – seção 1 págs. 50 a 52. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/page/2010/233/portaria_3242_12_pdf_28838.pdf>. Acesso em: 14 nov. 2014.

Ministério da Saúde (BR). Portaria nº 151, de 14 de outubro de 2009. Portaria Nº 151, de 14 de Outubro de 2009. Brasília: Diário Oficial da União, de 16 de outubro de 2009. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/2009/prt0151_14_10_2009.html>. Acesso em: 14 nov. 2014.Acesso em: 14 nov. 2014.

Ministério da Saúde (BR). Testagem para HIV. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pagina/testagem-para-hiv>. Acesso em: 11 jun. 2014.

Ministério da Saúde (BR). Testes rápidos: Considerações gerais para seu uso com ênfase na indicação de terapia antirretroviral em situações de emergência. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/61testes_rapidos.pdf>. Acesso em: 15 jun. 2014.

Rothman KJ, Greenland S, Lash TL. Epidemiologia Moderna. 3 ed. Porto Alegre: Artmed, 2011. 887p.

Bonita R, Beaglehole R, Kjellström T. Epidemiologia básica. 2.ed. São Paulo: Santos Editora, 2010. 232 p.

UNAIDS. AIDS em números. Disponível em:

<http://www.unaids.org.br/documentos/Aids by the numbersPORT.pdf>. Acesso em: 30 abr. 2014.

UNAIDS. A ONU e a resposta à AIDS no Brasil. Disponível em: <http://www.unaids.org.br/documentos/A ONU e a resposta - PORTUGUÊS.pdf>. Acesso em: 05 nov. 2014.

Barroso L, et al. Adesão ao tratamento com antirretrovirais entre pacientes com Aids. Online Brazilian Journal of Nursing, v. 5, n. 2 (2006).

Farias JPQ et al. Prevenção da transmissão vertical do HIV: atitude dos obstetras em Salvador, Brasil. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Salvador, v. 3, n. 30, p.135-141, 29 fev. 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-72032008000300006&script=sci_arttext>. Acesso em: 06 nov. 2014.

Kurcgant P, Ciampone MHT, Melleiro MM. O planejamento nas organizações de saúde:análise da visão sistêmica. Revista Gaúcha Enfermagem, Porto Alegre (RS) 2006 set;27(3):351-5.

Downloads

Publicado

2017-08-21

Edição

Seção

Artigos Originais